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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Sobre Polarizações partidárias

 Há vários anos optei por tornar-me Apartidária, influenciada por ideia que não é minha mas que achei brilhante: “Se partido fosse uma coisa boa não se chamava partido, chamava-se inteiro”.

A razão foi de entender que ser partidário, ou ter ideologia fechada atrapalha ver a perspectiva de outras partes, e pior, muitas vezes, atrapalhar a compreensão e o respeito aos outros, nos achando os únicos corretos do mundo.

Cria polaridades. Maniqueísmos. Conflitos. Faz as pessoas desenvolverem o sentimento de “se não concorda comigo, está contra mim”. Faz familiares que antes se davam bem deixarem de se falar. Amigos se desentendem.

E se tiver algum valor naquele corpus ideológico diferente do seu? Você se vê obrigado a concordar com tudo. E se o maior representante daquela ideologia comete crimes? Você se vê relevando os crimes, ou mentindo pra si mesmo, de que é mentira, intriga da oposição, ou teoria da conspiração.

Com a idade, aprendi a focar em meus valores, e respeitar o pensamento diferente. Não apenas na política, mas também na religião, e outros temas polêmicos.

Todos têm o direito de pensar como quiser. Então se queremos ser respeitados, vamos respeitar o outro. O uso da ideia conscienciológica do “binômio admiração-discordância” também vem me ajudando há anos. Não deixo as facetas que não me agradam no outro invalidar as que admiro. Claro que se tiver algo muito grave vou abençoar e me afastar. Mas não “corto relações” por divergências como as políticas ou religiosas. Importa mais o caráter, as atitudes.

Em relação a política, há anos identifico valores pessoais que dizem ser de “Esquerda”, e outros que dizem ser “de Direita”. Não sou fã de nenhum político. Não acredito em “salvador da pátria”. Não dou muita opinião sobre os políticos brasileiros, já que tenho repulsa pelos atos e fatos de vários deles, independentemente de seus partidos e defesas ideológicas – muitas delas pura demagogia. Não faltam fichas sujas. Às vezes dezenas de processos em julgamento.

E mais que posicionamento político, onde o meu é este artigo, há décadas atuo por uma sociedade melhor onde posso, mão na massa, através do voluntariado. Faço este convite a todos que se dizem revoltados com alguma situação social injusta – seja pobreza, saúde, educação, violência, justiça, tantas são as causas que precisam de ajuda!

Outra ideia que me fortalece a respeitar quem pensa diferente, e até buscar escutar o diferente, foi a que aprendi ainda na juventude, da imagem abaixo:

Reencontrei esta imagem no Facebook/quebrandotabu, com legenda bacana transcrita aqui: “Esta imagem explica como a nossa perspectiva determina o que vemos como "verdade". Aqui vemos que o que é verdadeiro para mim e o que é verdade para você não são realidades diferentes, mas uma oportunidade para nós termos uma conversa e entendermos os dois lados.”

Reencontrei esta imagem no Facebook/quebrandotabu, com legenda bacana transcrita aqui: “Esta imagem explica como a nossa perspectiva determina o que vemos como "verdade". Aqui vemos que o que é verdadeiro para mim e o que é verdade para você não são realidades diferentes, mas uma oportunidade para nós termos uma conversa e entendermos os dois lados.”

O imperdível filme 7 Minutos Depois da Meia Noite  também trouxe uma fábula linda, que vou deixar de contar aqui para assistirem o excelente filme. Ilustra exemplo de como sempre pode haver uma terceira, quarta, quinta (...) alternativa/explicação.

Deixo a dica que busco seguir. Quando tiver muita certeza de algo, questionar minhas verdades, manter a mente aberta e escutar outras perspectivas – é com o diferente que mais aprendemos, e se ainda assim mantiver minha ideia intacta, respeitar o pensar diferente do outro.

Respeito: teática essencial.

“Eu acredito no respeito pelas crenças de todas as pessoas, mas gostaria que as crenças de todas as pessoas fossem capazes de respeitar as crenças de todas as pessoas.” José Saramago

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Compromisso social: compromisso evolutivo


 Voluntariado. Com mais de 39 anos de valorização e contribuições no voluntariado, incluindo 15 anos contínuos de voluntariado conscienciológico, há alguns anos, venho ampliando e fortalecendo meus conhecimentos e valores relacionados a diferentes atuações interassistenciais multidimensionais = intrafísicas + extrafísicas. Creche, asilo, ONGs, centros Kardecistas, escolas, instituições conscicenciocêntricas, foram alguns dos locais. Esta dedicação indica a “priprique é a interassistência na minha vida. 

Conscienciologia. Voluntária desde 2008, docente desde 2010, tenepessista desde 2012, autora de verbetes, artigos e livro conscienciológico. São 17 anos de pesquisas e interassistências conscienciológicas.

ONG. Tenho estado mais atuante em ações sociais, desde a fundação do Educavida em 2016, e venho ampliando a compreensão do quanto a dedicação a assistências diversificadas em favelas, escolas públicas, atuando com públicos em maior vulnerabilidade social, são relevantes não apenas na perspectiva intrafísica, mas também extrafísica.

Educavida. Com a missão de “Educação para sustentabilidade pessoal e planetária”, o Instituto Educacional para a Vida Sustentável-Educavida, desenvolve vários programas, a maioria relacionada principalmente a Projeto de Vida, com eventos para mais de 6.500 jovens. Também tem atuações assistenciais a famílias em vulnerabilidade, em comunidades carentes.

Percepções. Desassédios, iscagens, melhorias nos ambientes intrafísicos em que atuamos, perceber o desenvolvimento dos jovens que trabalhamos, banhos de energias, entre outras percepções de fatos e parafatos, já chamam minha atenção há algum tempo.

Formalização. Ainda não tinha escutado pronunciamento público de outro pesquisador da Conscicenciologia com relação ao tema compromisso social, e foi muito gratificante escutar Alexandre Balthazar, recentemente, correlacionando com eloquência e assertividade, a relação entre as atuações sociais e a reurbanização extrafísica, processo de evolução do planeta tão relevante neste momento. Foi minha intenção aqui fortalecer e formalizar estas ideias neste artigo.

Ampliação. Além de algumas percepções que eu já tinha, enriqueceu ainda mais meu entendimento do quanto o compromisso social é relevante, evolutivamente, para todos. Inclusive para os intermissivistas. 

Entendimento. Esperança que este artigo possa sensibilizar intermissivistas e outras consciências a aliarem a interassistência conscienciológica ao voluntariado na socin. Afinal, está na nossa realidade ambiental e social grandes demandas de reurbanização extrafísica (reurbex). Outras consciências, além das intermissivistas, precisam ser alcançados, acolhidos e engajados na interassistência evolutiva.

Citações. Transcrevi alguns trechos da Live Do compromisso social ao compromisso evolutivo (https://www.youtube.com/live/TgAzJGzJLFI?feature=share), entre os tempos 01:05:00 e 01:25:00, com Alexandre Balthazar, mediada por Luciana Ribeiro, no canal da Paraecologicus, Pré-IC onde sou voluntária desde 2016. Alterei o mínimo possível da fala para a transcrição, e suprimi alguns trechos para dar mais objetividade. Resumi algumas ideias e trouxe entre aspas quando são transcrições do que foi falado. 

Respostas. Estas ponderações foram em resposta à pergunta da mediadora: “ Como estas ações derivadas do nosso compromisso social e do evolutivo podem reverberar no processo de reurbanização extrafísica”?

Exemplo. A reurbanização extrafísica resultante da reurbanização intrafísica numa cracolândia, numa favela, com as assistências às conscins promovendo o encaminhamento de milhares de consciexes ligadas a elas. “É pegar essas comunidades e eliminar essa influência. Como que se elimina a influência da baratrosfera na nossa dimensão? É você fazer um encaminhamento dessas consciências”.

Reurbanizações. “Outra forma de estudar reurbex que não é indo fora do corpo é conhecer e observar na dimensão intrafísica os indicadores de que essa limpeza foi feita. Então às vezes numa determinada região do nosso planeta que sempre foi muito negativa e muito pesada, acontece uma olimpíada, acontece alguma atividade ali de esporte, social, Meio Ambiente, e aquele ambiente começa a se melhorar. Ele é reurbanizado, praças aparecem, novas construções, você pensa ‘caramba isso aqui até um tempo atrás era tão degradado, olha como tá bacana’! 

ONGs. “Então quando a gente está participando de projetos sociais, e aí vamos trazer aqui o terceiro setor, para qualificar esse trabalho, são voluntários trabalhando para melhoria do ambiente intrafísico, isso pode estar conectado com esse sistema de reurbanização extrafísica. É muito difícil a gente chancelar. Isso só quem trabalha nessa linha de frente que vai ter mais essa percepção. O que a gente percebe são sincronicidades que começam a casar uma coisa com a outra”.

Unila. “Vou citar como exemplo aqui a questão da Unila (...) quando eu vejo pessoas atuando intrafisicamente trabalhando na Unila e ao mesmo tempo trabalhando no processo de desassédio e de assistência (no caso de também pesquisadores da conscienciologia) a pergunta é: tem separação entre um projeto e outro?

Inseparável. “Essa separação tá na nossa cabeça. Imagino que se a gente tiver essa visão de conjunto em relação a atuação do maximecanismo de reurbanização planetária, onde quer que a gente vá a gente vai estar exercendo um só compromisso, que é o compromisso evolutivo. Hora ele vai estar travestivo de compromisso social, hora ele vai estar travestido de aula de itinerância pela conscienciologia, hora de uma coisa e outra”.

Mediadora. “Ou seja, onde quer que nós vamos, continuamos sendo consciências e o nosso efeito é multidimensional. Sabendo disso é melhor porque a gente pode atuar mais tecnicamente em relação a isso”.

Conexão. “Com a perspectiva que a gente tem de maior conexão entre o social e o evolutivo, quem consegue aliar bem teoria com a prática na conscienciologia vai acelerar essa conexão entre compromisso social evolutivo porque qualquer frente de trabalho que a gente estiver, se a gente tiver realmente teática, se a gente for um representante multidimensional na interassistencialidade, a gente vai estar fazendo essa diferença”.

Paradoxo. “O avanço da conexão entre o compromisso social e evolutivo vai se dar naquelas pessoas que estão fazendo o caminho inverso do compromisso “evolutivo” (conscienciológico) para o compromisso social. Talvez esse seja tema para outra live”.

Ponderação. “Às vezes as pessoas acham que o compromisso social é inferior e a gente deve descartá-lo. Não. Eu acho que quanto mais teática a gente tiver mais empenhado a gente vai estar em aspectos das causas sociais e ambientais, e às vezes a diferença é que pela força presencial de um tenepessista veterano participando de um trabalho desse, um toque que ele dá, ele já vai ajudar um monte de coisa, e a omissão dele faz um estrago muito maior do que uma participação, mesmo que esporádica”.

Exemplarismo. “A gente viu isso na história do Porto Seco quando um colega nosso levanta e faz uma fala, a energia que vai naquele momento e que catalisa muita coisa. Então nós somos seres feitos para atuar em todas as frentes, em todas as áreas.

Proéxis. “Evidente que a prioridade número um, como eu falei aqui no início é o cumprimento da nossa programação existencial. Se eu estiver, digamos, declinando do meu compromisso assumido em curso intermissivo, isso vai me trazer indicadores e isso é de muita responsabilidade. Mas que isso não seja usado como uma desculpa para a gente acabar se alienando das realidades do contexto onde a gente está inserido no nosso ambiente”.

Mediadora: a gente não tem nenhum direito de se alienar da realidade social, ambiental, econômica, cultural, onde a gente está inserido. (...) a gente tem responsabilidade com relação a isso. Então essa responsabilidade não é só extrafísica, se não a gente não precisava ressomar. Você podia ser uma consciex atuando só no extrafísico. E a gente não é. A gente está conscin. Se está conscin, a gente tem papel nesse mundo intrafísico. Então nada de alienação nem intrafísica nem evolutiva”.

 Opinião. Finalizadas as citações, penso que a microminoria de intermissivistas não são os “escolhidos” para permanecerem na Terra e não serem transmigrados. Não são os únicos focos para receber assistência. Para que o planeta mude de patamar evolutivo, grandes mudanças são necessárias. E estas estão na massa de bilhões de consciências necessitando de assistências dos mais diversos tipos. Todos aqui precisam de ajuda e chances. Todas as consciências vão evoluir. É fundamental assistências sociais para um impacto multidimensional reurbanológico.

 Inverso. Como dito na Live, “precisariamos de outra Live para falar do compromisso evolutivo ao compromisso social”, para falarmos dos pesquisadores da Conscienciologia se dedicando também ao compromisso social, que também é evolutivo. Você leitor ou leitora, se afiniza com alguma causa na sociedade em que vive, que poderia contribuir em interassistência?

 Conclusão. Intermissivistas ou não, pesquisadores da Conscienciologia ou não, a interassistência na socin é teática evolutiva, contribuindo para a reurbex, para nossa própria evolução, e para um planeta melhor. Todas as consciências precisam de uma vida digna, com oportunidades evolutivas. Todos, um dia, não humanos e humanos, seremos serenões. Estamos todos em evolução. Onde há uma necessidade, precisa-se de assistência. O intrafísico compõe a multidimensionalidade.

sábado, 24 de junho de 2023

Reflexões

 Vi atônica, agora, vindo postar um novo artigo, que há mais de um ano não posto nada aqui!!!😨

Não deixei de escrever!

Tenho focado a escrita do livro Manual pessoal de Prioridades. QUase pronto para reaparesentação à Editares.  E não parei as gescons para o Educavida e nossa causa.

E eventualmente, postei algo para o canal da inteligência emocional para todos - iepratodos.

Mas logo trarei novos artigos aqui 😀

A intenção é ampliar conhecimentos, lucidez, entendimentos, reeducação, perspectivas... a todos - leitores e a mim 😏

Ainda que eu demore, esqueça... continuarei postando reflexões aqui.

Críticas e sugestões são sempre bem-vindas.

quarta-feira, 2 de março de 2022

A triste contramão dos argumentos contra a EAD no Brasil

 


Já cansei de ver gente reclamando das aulas online durante a pandemia.

OK. Realmente algumas ou muitas são horríveis. Tive as minhas experiências... Mas alto lá! Estas aulas são meras tentativas de transposição de momentos presenciais para um Meet, ou outra plataforma qualquer. Uma improvisação de substituir o presencial em razão da pandemia. E quem está tendo suas primeiras experiências de aulas online pensa que isso é EAD-Educação a Distância! Mas não mesmo!!!

Vejamos algumas causas desta casuística – montes de pessoas "detestando" e criticando as aulas online, levando a conclusões tragicamente infundadas:

1)     Os professores, mesmo fazendo o seu melhor, não tem formação e competências para tal. Não conhecem Design Instrucional ou a Pedagogia apropriada à EAD;

2)     Os alunos, também sem noção ou experiência, não sabem se comportar. Não ligam suas câmeras para que haja interação e demonstrar que estão atentos, efetivamente se distraem ao longo das aulas. Ou interrompem frequentemente atrapalhando a aula, quebrando o raciocínio do professor e gastam tempo em perguntas banais.

3)     A falta de uso de plataformas de EAD especializadas, para incrementarem o ensino-aprendizagem com várias tecnologias;

4)     A falta de uso de aplicativos úteis à EAD – Miro, Jamboard, Trello e inúmeros outros recursos de aprendizagem e de trabalho colaborativo;

Para informação dos alheios ao valor da EAD, com suas incontáveis vantagens:

1)     Primeiro, o primor das aulas gravadas, ou quando Síncronas, com técnicas valorosas de engajamento da atenção e participação dos alunos. Gameficação adiciona!

2)     No caso das aulas gravadas, o alcance de milhares de alunos, que assistem na hora que quiser, pelo tempo que quiser, de qualquer lugar do mundo, podendo repetir para rever, relembrar.

3)     As tecnologias específicas para interação de grupos e do aluno com o professor, e de incremento da aprendizagem e fixação dos assuntos.

4)     Vários incômodos do presencial são eliminados: o gasto de tempo e dinheiro para o deslocamento até o local da aula presencial, as conversas paralelas, as perguntas improdutivas, e se o professor não for bom... pior. E, bem, na EAD de qualidade não se contrata professor mediano para gravar aulas.

Bom lembrar que tempos atrás (já não sei hoje, mas havia tendência mundial), sabíamos que a  melhor graduação de Direito na Espanha era EAD, e a melhor de Psicologia na França, também...E aqui no Brasil as pessoas professando que EAD não presta... triste contramão da evolução do ensino-aprendizagem.

Claro que há vantagens no presencial, principalmente humanas, sócio-emocionais, entre outras. Tampouco pude experimentar EAD para crianças ou adolescentes. E é verdade que gosto mais de ensinar presencial, mas prefiro mil vezes ser aluna EAD.

Enfim, deixo meu antagonismo às campanhas que vem sendo feitas gratuitamente – majoritariamente por pessoas que nunca fizeram um bom curso EAD, contra este tipo de ensino extremamente valoroso e muitas vezes até mais adequado em certos temas, que o presencial. E ouso afirmar que aqueles que não se atualizarem – sejam professores, sejam alunos, vão ficar pra trás.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Não precisamos de ideologia – precisamos é de valores mais nobres!

"Uma ideologia só poderá ser compartilhada se seu defensor tiver a coerência do respeito e da escuta à opinião diferente da sua. Pessoas benignas não precisam de ideologias"

Com esta reflexão, posto reflexões que escrevi há algum tempo. Não se trata de explicar ou opinar sobre o capitalismo ou o comunismo. Mas trazer a ponderação da importância de opinarmos com discernimento e respeito, a partir do que testemunhei entre amigos "antagônicos". 

Ao ler/escutar os argumentos contra o capitalismo, compreendo-os e concordo que há perniciosidades. Mas imediatamente vem-me o contraponto que o mundo cresceu e melhorou muito mais, graças ao sistema capitalista. Onde se estabeleceu propostas socialistas (Rússia, Cuba, etc), muita degradação social e humana se instalou. Este sistema oposto – o socialismo – foi (e é onde ainda existe), de acordo com meus valores, muito  mais catastrófico, cruel, pernicioso, do que as dificuldades nos países capitalistas. A ditadura, o fascismo, a opressão vestem diferentes máscaras. Então uma das conclusões que brota desta reflexão, é que o sistema ideológico não é o mais relevante. O mais relevante é a limitação humana, o egoísmo, a ganância, a perversidade que se revela em qualquer que seja a ideologia...

Exemplos caricatos: Como justificar que 3% das pessoas detenham 50% de toda a riqueza do planeta, e aceitar tanta desigualdade, fome e miséria? E como aceitar o assassinato de milhares de civis em prol da manutenção de um sistema dito comunista, com privação das liberdades básicas, ou a prática de dar ao povo ração, enquanto os ditadores vivem de caviar, toda a liberdade e alto luxo?

O egoísmo, a perversidade, a falta de lucidez compõem o ser humano. Onde há homens, há nocividades. Vão existir perversidades seja qual for a ideologia sustentada. Até mesmo grandes nomes, responsáveis por grande contribuições à humanidade, apresentaram facetas extremamente nocivas, criminosas até. Ninguém é perfeito, e a maioria, uma vez no poder e prestígio, sucumbe a desvios éticos e morais.

Por isso penso que o que merece foco é o processo de evolução de valores, temperamentos, características pessoais, caráter. E isso só pode ocorrer a partir da postura de cada um, do investimento pessoal de cada indivíduo em sua autoevolução.  Desenvolver Cosmoética, honestidade, solidariedade, Universalismo, Maxifraternidade, Transafetividade! Eis alguns pontos do rumo proposto pela Serenologia. Como dizia Gandi (um daqueles “grandes nomes” citados com facetas questionáveis): “Seja a mudança que quer ver no mundo”.

Sendo aqui bem simplória, porque não é o foco do artigo discutir profundamente nenhuma das ideologias exemplificativas trazidas, ou contraponteá-las: se a humanidade fosse evoluída, o comunismo – como é descrito em teoria, em sua forma pura, seria uma coisa linda. E o capitalismo garantiria, em sua definição prática, a cada um, o que lhe fosse merecido, e as exceções seriam resolvidas pela solidariedade entre tudo e todos. 

Assim, por hipótese, parece-me que as duas ideologias dariam certo, em um mundo ideal, onde todos tivessem benignidade e honestidade... e eis que se assim o fosse, não existiriam ideologias políticas. Imperaria o respeito, a intercompreensão, a solidariedade, e tudo mais que se resumiria em Paz.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Dica de Série: Saimdang - Memoir of colors


Uma personagem admirável! A série mistura história, romance, Seriexologia e ficção. Cada episódio, lições para reflexão. Uma produção de extremo bom gosto e sensibilidade.

A personagem principal é um exemplo de consciência evoluída – afável, gentil, altruísta, assistencial, intelectual, fraterna, solidária, justa, lúcida, e até histriônica quando necessário. O ícone histórico Shin Saimdang - Nome oficial Shin In-seon (1504-1551) deixou vasto legado que a levou a ser a primeira mulher estampada numa cédula Coreana. Sugiro pesquisarem a biografia desta mulher especial - poeta, artista, educadora, que contribuiu para a a melhoria da desigualdade de gêneros na Coréia. 

A série – li que foi a mais cara da Coreia, é uma obra de arte – fotografia, figurino, música, pinturas, poesias. Oportunidade também de conhecer outra cultura, outro contexto histórico. Raramente acessamos a História da Ásia, preterida nas escolas brasileiras pela História ocidental.

Não faltam blogs de comentários e elogios à série. Sugiro este artigo: https://www.cidadaoereporter.com.br/viver-bem/lazer/saimdang-memoria-das-cores

Fica a dica para os momentos de relax evolutivo.

domingo, 3 de janeiro de 2021

Documentário imperdível: Somos Um Só - We Are One - On est ensemble

 "Dinâmico, Inspirador, Instrutivo, Inteligente, Transformador"

Um documentário belo que fala por causas nobres, em nome de um dos valores mais significativos que a humanidade precisa desenvolver: Solidariedade!

5 causas, 5 ativistas - sendo uma do Brasil, trazem os temas em pauta.

Enquanto assistia pensava no quanto tenho constatado desde os meus 14 anos voluntariando em diferentes instituições, o quanto a vivência da interassistência nos gratifica, nos dignifica, nos ensina. Até nas crises da vida, saindo de si em prol do outro, paradoxalmente, nos cura!

Vivenciemos a solidariedade, a generosidade, a fraternidade e o universalismo com mais frequência - por um mundo melhor. Por uma pacificação íntima também!

Parabéns à Netflix, ao movimento Solidarité, e a todos os seres humanos que fizeram acontecer! É a arte em prol da humanidade!