quarta-feira, 12 de outubro de 2011

RESENHA: A VIDA SEXUAL DOS SERES HUMANOS de Sigmund Freud

Mais uma resenha para a disciplina que mais valeu à pena até agora na graduação de Psicologia. Mais um texto prolixo de Freud. Mas já aprendi a gostar dele. Realmente nos leva a refletir, posto que toca em assuntos polêmicos e apresenta opiniões provocadoras. Contudo, ainda tenho dificuldades com algumas abordagens. Talvez porque fizessem mais sentido à sua época e hoje já são pontos mais esclarecidos.

Outra coisa que incomoda é a falta de método científico nos textos que li – qual foi o universo amostral? Qual o tamanho da amostra? Qual o grupo de controle? Quais foram os resultados estatísticos e respectivos desvios? Minha formação em Engenharia e 12 anos de pesquisas acadêmicas não me permitem escapar de levantar estas questões.

O texto aborda questões relacionadas ao sexo e seus processos “patológicos”. Freud associa neuroses e outras doenças psicológicas a dificuldades sexuais, às vivências e identificações sexuais, marcadamente ocorridas na infância. Para tudo que foge do entendimento da “normalidade reprodutiva” do ato sexual, chama de perversão, e aos que possuem hábitos mais anormais (uso de cadáver, fetiches, os sádicos, os masoquistas, etc), usa termos como “monstros grotescos” e “aberrações”.

Partes do texto aparentam opiniões e inferências, sem maiores explicações sobre o que o levou a tais conclusões, marcadamente no que diz respeito às crianças. Por exemplo, no seu trecho “quando as crianças adormecem, após se haverem saciado ao seio, mostram uma expressão de bem-aventurada satisfação, que se repetirá, posteriormente na vida, após a experiência do orgasmo sexual. “ ou “Concluímos que os bebês têm sensações prazerosas no processo de evacuação da urina e das fezes, e que logo conseguem dispor destes atos de maneira que estes lhes tragam a máxima produção de prazer possível, através das correspondentes excitações das zonas erógenas da membrana mucosa”.

Também dá a entender que todo tipo de prazer é sexual. Neste ponto, questiono qual seria a definição do autor para sexual ou sensual. É mesmo referente aos genitais? Discordo de que toda fonte de prazer seja libidinal. E o prazer que nos traz o alcance de uma meta, ou olhar o mar numa tarde tranquila? A emoção de uma vitória nossa ou de alguém querido? A superação de uma dificuldade, ou a descoberta de novas paisagens magníficas num país longínquo... Provavelmente ainda não entendi a abordagem libidinal de Freud.

Porém, por enquanto, concordo que a questão sexual é extremamente essencial a vida dos seres humanos. Entendo, percebo e já estudei materiais psicológicos e científicos. Não me restam dúvidas quanto à importância da vivência sexual, desde que sadia, para o suprimento das necessidades físicas e afetivas das pessoas. Se ocorrem culpas ou sofrimentos, já podemos questionar se é sadia. O que acontece com as anomalias, infelizmente, é não suprir as carências da pessoa, trazendo prazer efêmero, patológico, gerando culpas e insatisfações íntimas. Freud não discorre neste sentido neste texto, mas evidencia a necessidade de investigação psicanalítica das pessoas, para solução de suas neuroses e psicoses, sempre, segundo ele, relacionadas à libido e definidas, quase sempre, na infância.

Preciso ler mais os textos de Freud, para melhor compreensão dos seus postulados, tendo o cuidado de identificar as suas limitações e os “desvios” derivados de seus padrões culturais, sua época, seus valores e suas crenças. Há um mundo a ser investigado – a intimidade do ser humano. A Conscienciologia e sua proposta de autopesquisa e abordagem multidimensional já me ajudou a entender bastante os percalços da evolução da consciência (indivíduo, self, ego, alma, espírito). Apesar de sua maior profundidade, penso que a Psicologia, ainda que limitada ao intrafísico, tem muito a enriquecer a compreensão das questões da consciência, para sua evolução.

PORQUE VALEU À PENA FAZER O MODULO I DO CURSO PROFESSIONAL & SELF COACHING

Excelente escolha foi fazer a formação e certificação em Professional & Self Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching. O primeiro módulo foi puxado. Quatro dias das 8 da manhã às 9 da noite, às vezes passando, e muito trabalho pós curso, para receber a certificação. O fato é que o volume de novas aprendizagens, as novas relações desenvolvidas, as experiências vividas como Coach e como Coachee e as novas reflexões pessoais com relação à minha própria vida são de valor inestimável.
Além disso, o curso vem atendendo minhas expectativas iniciais com relação à minhas motivações em fazê-lo. Gostaria de explicar aqui meus objetivos. Sou servidora pública, em profissão estável. Implementar a renda é bom, mas não é meu foco principal. Estou desenvolvendo um treinamento e quero escrever um livro que ajude as pessoas a evoluírem consciencialmente. Faço isso na docência da Conscienciologia, no Intercampi Recife, instituição sem fins lucrativos, onde sou voluntária. Também ensino em faculdade e Escola de Governo a disciplina Gestão de Pessoas e também Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental. Nesta última área, desenvolvi um curso a distância para o Estado -  Agenda AMbiental na Administração Pública.
O fato, é que este objetivo, contribuir para o desenvolvimento das pessoas, é meta pessoal de meu projeto de vida. Já tenho muito estudo e vários cursos associados a Autoconhecimento, Projeto de vida, Inteligência Emocional, Autopesquisa, Domínio bioenergético. Recentemente, propus um curso para a Escola de Governo, com conteúdos, entre outros: Autoconhecimento, autoimagem e mecanismos de defesa do ego, Autodesenvolvimento, Gestão de si mesmo, e Projeto de Vida.
O curso está contribuindo para me qualificar ainda mais e apresentando novas abordagens e técnicas que poderei usar nos meus treinamentos e materiais . Além disso, e fundamental, é a maior credibilidade que terei com a certificação. Por fim, no meu dia a dia, estou podendo ajudar mais e melhor as pessoas ao meu redor, com o Coaching informal. Não tenho dúvidas do quanto está valendo à pena fazer este curso.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dica: I Fórum de Responsabilidade Planetária - Foz do Iguaçu

A todos os amigos e interessados, segue dica.

Eu vou! Vou apresentar um Painel que avalia a relação entre Ecologia e evolução consciencial do ser humano. E aproveitar as energias das cataratas. Vai ter um feriado!

Solicito a todos dar ampla divulgação. É tempo repensarmos a sustentabilidade de outras perspectivas. Somos todos parte. Somos todos responsáveis.

O evento não é com enfoque de pesquisas acadêmicas para preservação ambiental. Envolve a multidiciplinaridade necessária para a sustentabilidade do planeta, a responsabilidade necessária por parte de todas as pessoas, todas as áreas de atuação profissional. Abrange a missão de vida, o papel de cada um de nós neste planeta. Cidadania planetária. O debate vai ser riquíssimo. Vejam o nível dos palestrantes: http://www.discernimentum.org/responsabilidadeplanetaria/?page_id=40

Programação:

28/out, sexta
19h30 Recepção
20h-21h Palestra de Abertura- Sustentabilidade e Responsabilidade Planetária
Palestrante- Juarez Freitas, professor UFRGS e presidente do Instituto Brasileiro de Altos Estudos de Direito Público
21h-22h Exposições e Coquetel


29/out, sábado
7h30 – 8h30 Café de manhã
8h30-9h30 Palestra – A Sustentabilidade de Residências voltadas a Propósitos Existenciais
Palestrantes – André Soares, Lucia Legan e Laila Soares (IPEC)
9h30-11h40 Mesa Redonda 1 – Estratégias de Gestão Ambiental para Responsabilidade Planetária
Alexandre Balthazar-Cognópolis/Luciana Aranda-Nativa/Nelton Friedrich- Itaipu/ Ivan Baptistón – ICMBio
11h40-14h30 Almoço e Tertúlia
15h – 16h Palestra – Responsabilidade Socioambiental e Cosmoética
Palestrante: Paulo Abrantes, UFRN
16h-17h30 Mesa Redonda 2 – Economia Ecológica e seu Impacto na Reurbanização
Luis Novoa (UFRJ); Regina Migliori (Instituto Migliori ); Marcelo Silva (IIPC), Rubens Born (Instituto Vitae Civilis);
17h40-18h30 Lanche /Exposições
18h40-19h40 Palestra – Consciência Alimentar e Responsabilidade Planetária
Palestrante – Mauro Lins (Dr. Orgânico), Neuropediatra e Nutrólogo, RJ
19h40 – 21h10 Mesa Redonda 3 – Responsabilidade Planetária: fator de Saúde Integral
Ana Simões (Consvita); Regina Dias (PSF-Foz); Regina Camillo (Centro de Estudos da Linguagem Humana e Semiótica; Reconscientia) e Eugênio Lopes (ISEP- Portugal)
21h30 Imersão no Cosmos – Janer Vilaça e equipe (Pólo Astronômico de Foz do Iguaçu)


30/out, domingo
7h30-8h30 Café da manhã
8h30-10h Mesa Redonda 4- Reurbanização e ética ambiental
Artur Andriolo (UFMG); Peter van Lengen (TIBA); Gustavo Vieira (UFPel)
10h-11h Palestra- Ecologia em múltiplas dimensões
Palestrante: Wagner Alegretti (IAC)
11h30-14h30 Almoço e Tertúlia
15h – 18h Mesa Redonda 5- Reeducação para Responsabilidade Planetária
Mônica Lepri (INCRA); Marcos Sorrentino (USP); Marcos Barreto (UFF); Solange Guimarães (UNESP); Málu Balona (IIPC)
18h -18h40 Palestra- Práticas Ambientais Sustentáveis
Nelton Friedrich- ITAIPU Binacional


18h40-19h Leitura e aprovação da Carta da Cognópolis
19h Lançamento de livros e Coquetel

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coaching – Instrumental de desenvolvimento pessoal

Excelente escolha foi fazer a formação e certificação em Professional & Self Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching. O primeiro módulo foi puxado. Quatro dias das 8 da manhã às 9 da noite, às vezes passando. Agora preciso complementar várias horas de trabalho, um deles, redigir este artigo.
Li muito livros de autoajuda – uns bons, outros ruins, uns científicos, outros apelativos. Absorvi vários métodos de autoconhecimento, planejamento pessoal, motivação, liderança, etc. O fato é que a metodologia Coaching consolida inúmeras técnicas e ferramentas de desenvolvimento pessoal e profissional.
O curso que estou fazendo é para preparar as pessoas para serem Coachs. Coach significa treinador. A metodologia Coaching envolve a ação do profissional capacitado – Coach, para ajudar o cliente – Coachee a atingir resultados, a partir de um “mix de recursos e técnicas”. Cativou-me imensamente principalmente por ser um ferramental para ajudar as pessoas a evoluírem, processo franco de interassistencialidade, onde há aprendizagem para o Coach e para o Coachee. Também é oportunidade no mercado de trabalho.
Os focos do Coaching envolvem autoconhecimento, planejamento pessoal, potencializar os recursos do cliente, eliminar bloqueios e limitações, atingir resultados planejados. Existe o Coaching empresarial, aplicado nas empresas para o alcance dos resultados em conjunto com o desenvolvimento das pessoas, e o Life Coaching, aplicado à vida pessoal.
Questiono-me se qualquer pessoa pode ser um bom Coach. Artigos mencionam características tais como ampla formação multidisciplinar, com capacidade de empatia, comunicabilidade, motivacional, entre outros. Todos citam o Coach como aquele que ama profundamente, incondicionalmente, o seu Coachee. Bem, talvez seja possível desenvolver-se bons Coachs, principalmente porque o seu trabalho consiste em fazer com que seu cliente elabore seu próprio plano e se comprometa com ele.
Existem limitações para o Coaching, principalmente se o cliente não estiver realmente disposto a mudar, mas não há dúvidas quanto às possibilidades de sucesso ocorrerem, a partir da atuação de um bom profissional Coach. Este é um ferramental muito mais superficial e limitado que as técnicas conscienciológicas de autopesquisa e projeto de vida, mas pode vir a enriquecer, complementar a autoconsciencioterapia e evolução consciencial – o que deixarei para outro artigo.
Na minha própria atuação Coach-Coachee em treinamento pude observar um primeiro valor elementar de atuação de um Coach – aquele amigo que está preocupado conosco, efetivamente buscando nos ajudar, tendo ideias, acompanhando, aguardando o nosso agir, o nosso caminhar, em amor. Saber que alguém está na expectativa de receber nossos resultados faz diferença.

Ciência cartesiana, se você não pode ajudar, não atrapalhe!

Foi uma “ducha fria” a expressão de reprovação da minha professora predileta na Psicologia, quando falei que estava lendo Inteligência Emocional. Bestseller mundial, que revolucionou os conceitos de inteligência, destacando a faceta emocional, mais necessária à humanidade do que a inteligência mensurada pelo QI.
Questionei-me porque me incomodei tanto, até que poucos minutos depois, na mesma aula, a professora destacou as dimensões sem limites que o ID está tomando na sociedade, que não reconhece mais o mínimo de moralidade. E aí caiu a ficha do meu incômodo.
O meio acadêmico critica Goleman, apesar de PhD em Harvard, classificando seu livro como “não científico”, na categoria de “Autoajuda”. Mas são colaborações como as de Goleman que tem ajudado a humanidade no que mais lhe interessa: seu âmago, sua intimidade, suas necessidade de superações, que precisa de inteligência evolutiva. Aliás hoje já tem mais uma dimensão sendo debatida: a Inteligência Espiritual.
Poderia discorrer um grande texto sobre este debate, incluindo a Conscienciologia, que apresenta proposta ainda mais avançada de cientificidade no estudo da consciência. Um dia a ciência convencional chega lá, posto que hoje patina incipientemente no que tem dificuldades de admitir e estudar, por exemplo chamando fenômenos extrafísicos por nomes e teorias ainda mais esdrúxulas do que Projeciologia, enquanto também ciência, explica.
Lembrei do que aconteceu também com o filme do Al Gore, Uma Verdade Inconveniente, quando vários acadêmicos questionavam algumas abordagens do seu filme. Sim, algumas poucas questões cientificamente questionáveis, mas desconsideraram o incalculável mérito do alcance da sensibilização ecológica a milhões de pessoas, o Oscar 2007 de melhor Documentário e melhor Canção -I need to Wake Up. Também o mérito do prêmio Nobel da Paz (Junto com o IPCC), por suas ações pela sustentabilidade do Planeta.
Já fui acadêmica. Um dos motivos de desestímulo foi ver minhas pesquisas se restringirem aos Jornais Científicos da área. O animal que mais pesquisei e concluí que precisava ter a pesca limitada, hoje está na lista das espécies ameaçadas de extinção. É triste ver a ciência cartesiana se debatendo em suas limitações. Paradoxalmente, sem focar o que mais interessa – nossa evolução como consciência, como humanidade, a autopesquisa da consciência, os fenômenos “inexplicáveis”. Continuam preferindo enfocar os microcrustáceos das cavernas anquialinas da Africa do Sul. Ciência convencional, pura limitação. Admira-me a Física Quântica vir ganhando espaço, quando quebra um dos postulados cartesianos: o Observador não poderia alterar o observado hahahaha... Falta pouco pra admitir-se a Conscienciologia. (Ops, Excesso de otimismo)
Então, poxa, cientistas convencionais, Wake up! Só as mudanças de paradigma permitem a evolução. É o que demonstra a História. Vejam o processo de conflito e autossuperação admirável de Darwin, para expor a nova teoria da evolução das espécies! E tantos outros... Mas, se não dá pra contribuir, pelo menos não atrapalha!

RESENHA: O MAL ESTAR DA CIVILIZAÇÃO de Sigmund Freud

ALUNA: Clara Emilie Boeckmann Vieira

Aqui estou, em frente ao Netbook, com o desafio de escrever uma resenha sobre um controverso texto de Freud – Sigmund Freud, autor que há tantos anos repudiava, meio que instintivamente, ante seus postulados que pareciam-me redundar sempre em “todo problema psicológico é sexual” - provavelmente “Freud explica” esta minha aversão. Mas começo a entender o quanto fui injusta, apesar de ainda achar que suas propostas são limitadas... Haja petulância de uma aluna iniciante da Psicologia, né professora?
Minha tarefa porém é referir-me ao texto O mal estar da civilização. Ainda não o terminei mas na cabeça borbulham ideias e opiniões que precisava rapidamente transcrever. Espero ser menos prolixa que o ilustre autor. Discorro abaixo na forma de tópicos as principais ideias que mais me chamaram a atenção, ciente de que tenho que limitar-me a duas páginas.
1.Memória. A permanência do passado na vida mental, de como o ser humano é capaz de manter todos os registros de sua vida, e como estas memórias formam o ser humano.

2.Felicidade. O autor discorre sobre a busca incessante do ser humano pela felicidade (o sentimento “oceânico” mencionado por um amigo religioso é o disparador), apontando para a quase impossibilidade desta ser alcançada da forma desejada, continuamente. Elenca as principais fontes de sofrimento, e das quais o homem busca sofregamente escapar. Diz “Já a infelicidade é muito menos de difícil de experimentar”, e aponta as três principais fontes de infelicidade: o poder superior da natureza, a fragilidade do corpo humano, os relacionamentos com outros homens.

3.Contraponto. Em vários trechos, o autor é pessimista, argumentando a incapacidade dos esforços humanos anularem suas “desgraças”. Por esta razão, frequentemente me senti angustiada. Na minha pobre opinião, penso que é possível ser feliz, sim. Penso que a maior fonte de infelicidade, e que o autor ainda não mencionou até onde li, é a forma com a qual o homem encara a vida.

4.Personalidade. Assim, na minha opinião, a principal fonte de sofrimento do homem, reside nele mesmo, em seus valores, traços fardos e limitações. Trago à luz um antigo e precioso ditado: o pior inimigo do homem, é ele mesmo.
5.Religião. O texto questiona, de forma ácida, porém racional e bem fundamentada, o valor da religião para a felicidade do ser humano, demonstrando porém sua total incapacidade de cumprir com esta missão, no que concordo plenamente. Termos como infantilismo, delírio e intimidação da inteligência são bem empregados. Acho mesmo que a religião trouxe os piores malefícios da humanidade (guerras, assassinatos, violências mil) e continua sendo responsável por incontáveis atrocidades. Mesmo a mais simples propostas, pode trazer o terror da repressão, da subjugação, podendo levar a pessoa até a loucura.

6.Educação. Assim educo meus filhos: devemos ser bons, honestos, fraternos, eticos, universalistas não para merecer um reino prometido, ou não ser castigados, mas porque isso é o certo, e é o melhor pra todos nós. Para Freud, isso seria uma sublimação de instintos. Será que ele poderia acreditar em algo autenticamente nobre/altruísta por parte dos seres humanos?

7.Pessimismo. Freud aponta uma série de investimentos humanos, no desenvolvimento da civilização, para satisfação da felicidade do homem. Contudo, para cada item, aponta a sua incapacidade de atender a tal anseio. Por exemplo, ao falar dos avanços da medicina diz “de que nos vale uma vida longa se ela se revela difícil e estéril, e tão cheia de desgraças (...)”.

8.Alternativas. Além da religião (um delírio), menciona a arte (que gera “suave narcose”), a ciência, os avanços tecnológicos e o domínio da natureza, os avanços da medicina, o trabalho psíquico e intelectual, o amor, a higiene, a beleza, e até as drogas – a intoxicação – felizmente ele conclui que este também é um caminho insatisfatório. Apenas em determinado trecho, faz menção à importância do domínio dos instintos, exemplificando o uso de propostas orientais como o Ioga. Logo em seguida porém, argumenta que a satisfação de um instinto selvagem é incomparavelmente mais intenso.

9.Culpa. O autor finaliza destacando o sentimento de culpa “como o mais importante problema no desenvolvimento da civilização”. Fala da culpa não apenas do que efetivamente fazemos, mas também do simples propósito, e coloca este sentimento em dois extratos – o oriundo do medo da autoridade externa e outro da interna. Postula que qualquer tipo de frustração pode resultar numa elevação do sentimento de culpa.
10.Analogia. Freud traça um interessante paralelo entre o processo civilizatório e o desenvolvimento individual. Apesar de admitir suas limitações quanto ao assunto, destaca o quanto a felicidade do homem está ligada aos juízos de valor determinados pela sua comunidade.

11.Reflexão. De fato, devo admitir que o texto traz reflexões fundamentais da vida humana e da sua psique. Mas é recorrente o traço de uma visão pessimista da vida. O maior lampejo de lucidez que extraí, reside nesta frase: “todo homem tem que descobrir por si mesmo de que modo específico ele pode ser salvo”. E ainda destaca a importância de diversificar seus esforços na busca da felicidade.

12.Citação. Vale à pena transcrever trecho de suas conclusões, que pode trazer a conexão da civilização às suas propostas psicanalíticas: “A questão fatídica para a espécie humana parece-me ser saber se, e até que ponto, seu desenvolvimento cultural conseguirá dominar a perturbação de sua vida comunal causada pelo instinto humano de agressão e autodestruição.”

Na intenção de ser objetiva, talvez eu não tenha conseguido passar adequadamente minhas impressões e ter faltado em abordar algum tema, mas agradeço à professora Fabiana, por mais esta grande oportunidade de reflexão e aprendizagens, diante de tantas provocações propostas pelo texto, novas pra mim.

Questionologia:
1)Quais os seus recursos/técnicas para superar as dificuldades e encontrar a felicidade?
2)Qual a relação entre as abordagens dos processos individuais estudados por Freud e o processo de desenvolvimento civilizatório?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Indicadores de Autogestão Existencial

Estou fazendo um curso da Apex ´- Autogestão Existencial. Um dos exercícios foi analisar minha vida, a partir dos indicadores constantes no verbete Planilha Evolutiva. gerou as reflexões abaixo. Achei que poderia ser útil compartilhar, expondo-me um pouco, para que cada um possa usar estes tópicos para analisar, refletir e redicionar, se for o caso, sua própria vida. Aos 40 anos da minha vida, alguns indicadores estão positivos. Planifiquei abaixo:

1. Autorganização existencial
Mínima – planejo, mas não consigo cumprir. Sinto-me em subnível

2. Estado vibracional - Exercícios bionergéticos para equilibrio do holossoma
50% - Só consigo fazer 10 por dia. Meta deste mês: 15/dia

3. Estudo formal
OK. Especialização, M.Sc., MBA, e agora estou na segunda graduação – Psicologia

4. Audodidatismo ininterrupto
Posso estudar/ler mais

5. Inversão existencial
Nesta vida, perdi a oportunidade

6. Carreira profissional
OK. Gosto do meu trabalho e também ensino. A docência compõe meu Projeto de Vida.

7. Casa Própria
OK. Porém falta a residência proexogênica. Atualmente, moro num lugar barulhento, agitado demais. Compromete o sono.

8. Carro Pessoal
OK. Semi-novo.

9. Programação Existencial
Sentimento constante de atraso

10. Reciclagem Existencial
Investindo.

11. Reciclagem intraconsciencial
Questão afetiva difícil

12. Dupla evolutiva
Aguardando

13. Independência econômico financeira
OK.

14. Sinalética parapsíquica pessoal
Subnível

15. Tenepes
Programada para iniciar este ano

16. Oficina extrafísica
Dentro de 15 anos

17. Autogestação consciencial
Planejada. Falta iniciar

18. Pesquisador independente
Em andamento

19. Desperticidade
Meta de longo prazo. Para daqui a 20 anos

20. Complestimo existencial
Meta máxima

3 categorias que você apresenta melhor desempenho com base nos 95 itens do Verbete Autorganização Consciencial:

Listei 11 categorias, das quais, insegura, aponto as 3 melhores:

Autorganização financeira
Autorganização intelectual
Autorganização somática

(Conclusão: Sou muito intrafísica!)

3 categorias que você apresenta maior necessidade de desenvolvimento:
Das 16 identificadas:

Autorganização parapercepciológica
Autorganização proexológica
Autorganização assistencial.