Com foco principal na Conscienciologia, Ecologia, Autopesquisa e Interassistencialidade, este blog foi criado com o objetivo de compartilhar artigos e reflexões.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Proposta de curso de autodesenvolvimento para servidores públicos – uma breve resenha
Sou servidora pública. E me orgulho disto. Eu tenho sonhos. Ideais. Há algum tempo elaborei uma proposta de curso para os servidores do Estado. Não sei se vai ser aprovada para ser oferecida pelo centro de formação dos servidores do Estado. Apresentei uma minuta que inclusive pode ser cedida para o curso ser ministrado por outros instrutores. O que me traria satisfação é poder ver mudança, evolução no serviço público - pelo bem maior da sociedade – justiça e qualidade de vida. E poder vivenciar estes ideais: ajudar pessoas a investirem na sua evolução - pessoal e profissional; e sensibilizar as pessoas para contribuírem com a sustentabilidade do planeta. Como servidora pública, invisto em dignificar nossa profissão, contribuindo para melhorias na nossa sociedade. Sou uma "sonhadora", mas sei que não estou só nestes sonhos. Por este motivo, resolvi compartilhar estas reflexões, e apresentar as bases da proposta do curso, direcionado a servidores públicos.
Acredito nas mudanças de paradigmas relacionadas ao serviço público, e tenho a confiança de que podemos servir a sociedade cada vez melhor. Este curso visa a colaborar para este processo e a ampliar o desenvolvimento pessoal e profissional dos servidores do estado ao qual pertenço atualmente - Pernambuco. O título provisório é “Curso Prático de Autocoaching – estratégias para o desenvolvimento pessoal e organizacional no serviço público”.
Autoconhecimento, autodesenvolvimento pessoal e profissional e projeto de vida são os principais temas abordados. O curso proposto, em linhas gerais, tem como objetivo apresentar conteúdos e técnicas para promover o desenvolvimento pessoal e profissional do servidor público, considerando suas especificidades, e, como conseqüência, colaborar para uma melhor qualidade do serviço púbico para a sociedade. O curso é 30% teórico e 70% prático, para efetiva aprendizagem e cumprimento dos objetivos, entendendo aprendizagem, como mudança de comportamento.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. Autoconhecimento
2. Autodesenvolvimento
3. Gestão de si mesmo
4. Autopesquisa consciencial: metodologia para o Autoconhecimento
5. Conceitos de Autoconsciencioterapia
6. Dimensões humanas – física, mental, emocional, espiritual
7. O trinômio motivação-trabalho-lazer;
8. A importância da autoestima
9. Saber priorizar
10. Auto-organização e administração do Tempo
11. Visão de futuro
12. Princípios de planejamento e gestão de projetos
13. Projeto de Vida
14. Motivação
15. Resgatando a importância do servidor público
16. Cidadania, ética e ecologia no serviço público
Prático.Não vamos ver todas as variáveis, nem pretende-se esgotar o tema, mas dar o pontapé inicial de alavancagem no processo individual de autodesenvolvimento pessoal e profissional. O curso não prevê vivências catárticas, ou vivências emocionais críticas, mas é essencialmente prático (70%), com metodologia voltada para promover uma autoanálise metódica e consciencial, a partir de um balanço de vida pessoal, de forma racional, que redirecione a pessoa para promover uma reciclagem de valores e atitudes, incluindo a construção de um plano de ação, impulsionador do próprio projeto de vida pessoal, individual.
RESULTADOS ESPERADOS (JUSTIFICATIVAS)
Para a organização. Implementação do comprometimento, das competências e do desempenho do servidor público, gerando mais resultados funcionais e institucionais.
Para o indivíduo. Assumir a responsabilidade pelo seu desenvolvimento pessoal e profissional. Implementar seu equilíbrio emocional, sua qualidade de vida e seu bem estar. Obter maior satisfação pessoal e profissional. Aumentar e qualificar sua colaboração na sociedade.
Para a sociedade. Quebrar paradigmas. O papel do servidor público implementado. Entendimento da importância do serviço público para a sociedade. Resgate da autoestima do servidor público.
BIBLIOGRAFIA ASSOCIADA
André, Christophe e Lelord, François. Auto-estima. Amar a si mesmo para conviver melhor com os outros. Rio de Janeiro: Nova Era, 2006.
Angelis, Joanna. Autodescobrimento: uma busca interior. Psicografado por Divaldo P. Franco. Salvador: Liv. Espírita Alvorada, 2000.
Boeckmann, Clara. Autoconhecimento e projeto de vida - garantindo a concretização dos votos de fim de ano. Disponível em: http:\\claressencia.blogspot.com. Acessado em 26.12.2008.
Balona, Malu. Autocura através da reconciliação. Rio de janeiro: Editora do IIPC, 2004.
Bonder, Nilton. O Sagrado. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.
Buzan, Tony. Mapas Mentais. Métodos criativos para estimular o raciocínio e usar ao máximo o potencial do seu cérebro. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.
Connie. Palladino. Como Desenvolver a Auto-estima: Um guia para o Sucesso. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2007
Dutra, Denize A. Curso de Desenvolvimento Pessoal. São Paulo: Mentor, 2002.
Elkins, David. N. Além da Religião. Um programa personalizado para o desenvolvimento de uma vida espiritualizada fora dos quadros da religião tradicional. São Paulo: Cultrix, 1998.
Emmett, Rita. Não deixe para depois o que você pode fazer agora. Dicas práticas para organizar o seu tempo e se tornar produtivo. 2. Ed. Rio de Janeiro: Ed. Sextante, 2003.
Estes, Clarissa Pinkola . Mulheres que correm com os lobos. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
Ferreira Junior, João Luiz. Autogerenciamento evolutivo através de Tecnologia Avançada – Planilhas evolutivas. Anais da III Jornada de Autopesquisa Conscienciológica: Teática dos caminhos para a desperticidade; Rio de Janeiro, RJ; 10-12.06.04. Foz do Iguaçu, PR: Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, 2004.
GERZON, Robert. Encontrando a Serenidade na era da Ansiedade. Traduzido por Heliete Vaitsman. Rio de janeiro: Objetiva, 1997.
Horney, Karen. Conheça-se a si mesmo (Auto-Análise). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.
Mancini, Marc. Como Administrar seu tempo. 24 Lições para se Tornar Proativo e Aproveitar Cada Minuto no Trabalho. Rio de Janeiro: Ed. Sextante, 2007.
Mota, Tathiana. Laboratório Concienciologico Pessoal. Anais da III Jornada de Autopesquisa Cosncienciológica: Teática dos caminhos para a desperticidade; Rio de Janeiro, RJ; 10-12.06.04. Foz do Iguaçu, PR: Instituto Internacional de projeciologia e Conscienciologia, 2004.
Razera, Graça. Hiperatividade Eficaz: Uma Escolha Consciente – um estudo conscienciológico sobre o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade infantil – TDAH. 2ª Edição. Foz do Iguaçu-PR: Associação Internacional Editares, 2008.
Takimoto, Nario – Princípios teáticos da Consciencioterapia. Proceedings of the 4th Consciential Health Meeting. JC Vol. 9. No. 33S. 2006.
Tolle, Eckhart. O poder do agora. Rio de Janeiro: Sextante, 2002.
Vieira, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 300 testes; 8 índices; 2 tabs.; 600 enus.; 5.116 refs.; geo.; glos. 280 termos; 147 abrevs.; alf.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1994.
Viscott, David. A linguagem dos Sentimentos. 11ª Ed. São Paulo: Summus Editorial. 1976.
Zeigler, Ken. Como se tornar mais organizado e produtivo. 24 Lições para estabelecer metas, definir prioridades e gerenciar seu tempo. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.
Viscott, David. Liberdade Emocional. Deixando o passado para Viver o presente. São Paulo: Summus, 1998
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
2012 - Mais um Ano Novo
Já escrevi várias mensagens sobre autopesquisa, projeto de vida, autoconhecimento... Desta vez, resolvi escrever uma receita rápida, do bolo mais gostoso que consegui fazer até agora, para mim mesma. Tenho certeza que a receita ainda vai melhorar – espero melhora-la a cada ano, até o final da minha existência, olhando para trás para ver o que evoluí.
Então, segue pequena receita do bolo que costumo fazer a cada virada de ano:
î Fazer balanço existencial – o que foi bom, o que aprendi, o que faltei, no que me omiti;
î Rever o planejamento do projeto de vida – o que ainda é válido, o que preciso acrescentar – curto, médio e longo prazo;
î Rever o que preciso melhorar, as metas e objetivos para isso;
î Incluir os tópicos do projeto de vida: Completismo existencial, Família, Parapsiquismo, Assistencialidade, Dupla Evolutiva, Reciclagens intraconscienciais, Intelectualidade, Saúde e conforto, e concretizar os respectivos objetivos;
î Focar a autopesquisa, o voluntariado na Conscienciologia e a interassistencialidade;
î Por tudo no papel – uso de planilhas e agendas.
î Mobilizar as energias – EV, para dominar as energias;
î Desenvolver disciplina.
Este ano, meus votos a todos é para que todos façam muitas realizações evolutivas, com saúde física e consciencial, regadas a serenidade e alegria.
Gestão por Competências – Ferramenta evolutiva no ambiente organizacional
É uma tarefa desafiadora, mas que tem tudo a ver com meus ideais profissionais e de vida. Para muitos, pareço ingênua – os mais amigos, chamam-me de sonhadora, idealista. Mas não desisto dos meus ideais de contribuir para o desenvolvimento de uma cultura organizacional na SEFAZ, minha “casa” desde 1996, mais profissional, ética e responsável, com reverberações para a sociedade. Vislumbro a possibilidade das pessoas se autorrealizarem em seu trabalho, por se sentirem úteis, fazendo atividades que gostem, em um ambiente agradável, com situações que promovam a aprendizagem pessoal e profissional. A metodologia da Gestão por Competências vem a este encontro.
Fazendo um parêntese trago o conceito do trinômio motivação-trabalho-lazer, que propõe que tenhamos um trabalho que traga satisfação e evolução pessoal, afinal, 1/3 de nosso dia é dedicado ao trabalho. Não é mundo cor de rosa. Os conflitos e crises sempre existirão, sem o quê não haveria mudança, crescimento, evolução. Às vezes realmente dói. Mas é então que reciclamos, que revemos as escolhas e, freqüentemente, mudamos nossos caminhos: evoluímos.
Por que a Gestão por competências é uma ferramenta evolutiva?
Em síntese, a GPC, a partir dos objetivos e metas a serem alcançados pela organização, consiste em identificar e corrigir a lacuna entre as competências necessárias para a concretização dos resultados e as competências internas disponíveis. Toda uma metodologia e tecnologia já existem para garantir este trabalho (Sugestão: Aplicação Prática de Gestão por Competências – Rogério Leme - Ed. QualityMark), que acaba gerando os seguintes resultados e respectivos significados evolutivos:

Diante do exposto, apresento uma pequena lista de vantagens/benefícios que a GPC pode trazer para a instituição:
-Os gestores detêm um ferramental para gerir melhor suas equipes;
-Os servidores passam a identificar melhor suas aptidões e intenções na instituição - autoconhecimento e autodesenvolvimento;
-Ocorre o desenvolvimento das pessoas, a partir da metodologia e com ações de feedback e capacitações;
- As pessoas ampliam sua produtividade e encontram satisfação em seu trabalho;
- Sociedade melhor atendida em suas necessidades.
Espera-se servidores mais comprometidos com o trabalho, por verem um sentido no que fazem e percebem que podem se desenvolver nos aspectos técnicos e também comportamentais. É o jogo ganha-ganha, onde há benefícios para a instituição, para os seus servidores e para a sociedade.
Contudo, a Gestão por Competências só poderá acontecer, se cada um puder se ver como co-ator do processo – que não ocorre da noite para o dia. É uma construção coletiva, para o que apelo a duas máximas de dois grandes personagens da humanidade:
"O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King
“O Homem é essencialmente bom” Dalai Lama.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
MANUAL DE PRIORIDADES EVOLUTIVAS
Uma das razões deve-se ao fato de não conseguir identificar o que realmente poderia trazer esta satisfação pessoal. Outra razão é não se sentir útil a outras pessoas, vivendo uma vida egocêntrica. Outra razão é não se sentir evoluindo, permanecendo estagnado no mesmo nível evolutivo por muitos anos, isto é, não ampliar sua intelectualidade, não melhorar traços negativos, não desenvolver novas habilidades e talentos. Há, enfim, vários motivos que nos impedem de alcançar a autorrealização.
Uma questão elementar é a dificuldade em identificar as prioridades e auto-organizar-se para o atingimento das metas e viver de forma condizente com os valores e princípios pessoais. Neste ponto insere-se a importância da elaboração de um manual de prioridades pessoais. Cada um deve elaborar seu manual, de acordo com seus valores, o que requer uma boa dose de autoconhecimento, para evitarmos os casos clássicos daqueles que quando atingem determinada meta, após vários anos de trabalho, perceberem que houve pouca ou nenhuma satisfação, e às vezes, vários sacrifícios que deveriam ter sido evitados. Assim, o primeiro passo é conhecer a si mesmo, identificar valores pessoais, traços negativos a superar, traços positivos a fortalecer e traços faltantes a desenvolver.
Mais quais devem ser os fatores norteadores do manual? Quais os passos para construí-lo? Tudo dependerá dos valores pessoais. Contudo, o ideal, é que ele promova a evolução da consciência, com propõe a Conscienciologia, que estuda a consciência de forma integrada, mais abrangente. Usando o meu próprio caso como exemplo, sendo pesquisadora da Conscienciologia, entendo que estamos aqui para melhorarmos nossos traços pessoais, a vivência da interassistencialidade – quando ajudamos o outro, ajudamos a nós mesmos, e fazermos reconciliações com outras consciências, uma vez que considera que somos consciências em evolução ao longo de várias vidas e com uma paraprocedência multidimensional (nossa origem extrafísica), e não apenas intrafísica. Tudo isso, otimizando a nossa qualidade de vida, que não deve excluir conforto intrafísico, estabilidade financeira e saúde, citando apenas alguns valores básicos da sociedade terráquea.
Portanto, tomando por base a importância desta evolução consciencial, sugerem-se como fatores norteadores para o manual de prioridades: (1) o autodesenvolvimento, (2) os valores pessoais, (3) metas evolutivas de vida, condizentes com sua realidade consciencial, (4) condições que trazem satisfação pessoal (qualidade de vida, trabalho, lazer, afetividade, etc), (5)interassistencialidade (respeito às pessoas e ao planeta, vida social, responsabilidades assumidas, contribuições à sociedade, ajudar outras pessoas, preferencialmente no sentido de evoluírem também), (6) o cumprimento da programação existencial – programa elaborado antes de nascermos nesta vida atual, razões de nossa atual existência; (7) e o alcance de níveis mínimos de satisfação pessoal, serenidade.
Os seguintes passos são sugeridos para a construção do manual de prioridades evolutivas: (1) Autopesquisa; (2)Identificação dos valores e princípios; (3)Elaborar o Código Pessoal de Cosmoética (o que compõe sua ética perante o Cosmos); (4) Fazer um balanço da atual existência (tudo o que recebeu da vida, o que retribuiu, o que ficou pendente em todas as áreas da vida); (5) Identificar as diretrizes da programação existencial (o que, possivelmente, você veio fazer nesta vida); (6) Definir as prioridades e respectivas metas de acordo com estas diretrizes, valores e código de cosmoética; (7) Ordenar as prioridades; (8) Elaborar Plano de Ação, definindo as etapas para o alcance das metas e os prazos; (8) Definir as rotinas úteis para otimização da existência (exercícios bionergéticos, exercícios físicos, estudos, etc); (9) Definir as ferramentas que auxiliarão na concretização das metas (agendas, notebook, planilhas, listas, etc).
Gostaria de fechar estas sugestões com duas reflexões. Primeiro, que o processo de priorização e auto-organização requer vontade, esforço, dedicação e perseverança, mas a satisfação de ver as metas se concretizando, os produtos gerados, a existência se qualificando, compõem uma colheita evolutiva farta, compensadora. Segundo, o valor do “trilhar”: a caminhada é estimulante por si só, satisfação que vai além do local onde se quer chegar, e esta evolução se faz, a cada passo, a cada volta que galgamos na espiral evolutiva.
Inteligência Emocional – componente da Inteligência Evolutiva
A inteligência emocional ganhou destaque em meados dos anos 90, devido aos trabalhos de Howard Gardner, que popularizou o conceito de inteligências múltiplas, e, principalmente, Daniel Goleman, que popularizou o conceito de IE. Goleman sistematizou a IE em cinco atributos agrupados em três competências pessoais: autoconhecimento, autocontrole, automotivação; e duas competências sociais: empatia e relacionamento interpessoal. Analisando os conceitos e estudos de caso, fica claro que o principal atributo, essencial inclusive ao desenvolvimento dos demais, é o autoconhecimento. Sem este, também chamado de autoconsciência, não se desenvolve inteligência emocional.
Sumariamente, define-se IE como sendo a capacidade de uma pessoa controlar suas emoções através da razão, o que pode, às vezes, parecer paradoxal, pois IE não é propriamente o uso de emoções de forma inteligente, como alguns costumam entender. Vale a pena refletir sobre o pensamento de Billy Fraham: “As cabeças quentes e os corações frios nunca resolveram qualquer coisa”. Em contraposição ao QI - Quociente de Inteligência, hoje vem se valorizando cada vez mais o QE – Quociente Emocional, principalmente nas empresas, onde se observa que demite-se mais as pessoas por suas incapacidades emocionais do que incapacidades técnicas.
Apesar de ter me interessado muito pelo tema e continuar aprofundando os estudos, não pude deixar de fazer um paralelo com a Inteligência Evolutiva discutida na Conscienciologia. A inteligência emocional, na verdade, é um dos componentes da Inteligência Evolutiva, que é mais abrangente, por considerar as bases do paradigma consciencial. Enquanto a abordagem dos cientistas da IE restringe-se às condições da vida intrafísica, a Inteligência Evolutiva considera que somos consciências (ego, self, alma) em constante evolução através de várias vidas (multisserialidade), relacionando-nos com diferentes dimensões (multidimensionalidade), através de diferentes veículos de manifestação, não apenas do corpo físico (soma), mas também do corpo energético (energossoma), emocional (psicossoma) e mental (mentalsoma). Outro ponto fundamental é a percepção de nossas bioenergias e a importância de trabalharmos para mantê-las em equilíbrio.
Dentro dos princípios conscienciológicos, a Inteligência Evolutiva se desenvolve a partir do redirecionamento íntimo com o objetivo de se priorizar a autoevolução consciencial, , pautada nos princípios do universalismo e da maxifraternidade, e fundamentada na vivência da cosmoética – ética cósmica, multidimensional. De acordo com os princípios da Conscienciologia, entende-se que cada vida intrafísica tem um propósito mais ou menos avançado, conforme as capacidades e o nível evolutivo de cada pessoa. Esse propósito representa o que se denomina programação existencial (proéxis) e consiste no planejamento da vida intrafísica, antes da consciência ressomar – isto é, nascer em uma nova vida intrafísica. A autopesquisa constitui empreendimento elementar do paradigma consciencial para evoluirmos. Parte da identificação de nossos traços-força (trafores) e traços-fardos (trafares), ou seja, de conhecermos a nós mesmos.
As pessoas ou consciências que utilizam a inteligência evolutiva têm como princípio a interasssitencialidade, ou seja, a assistência, pela qual se entende que todos devem buscar fazer assistência a outras consciências, e que, neste processo, a consciência também assiste a si mesma. Neste ponto, os atributos sociais da IE (empatia e relacionamento interpessoal) se ampliam quando a pessoa faz uso do parapsiquismo, que permite a percepção de aspectos multidimensionais envolvidos numa determinada situação – energias, consciências extrafísicas atuando, informações de outras dimensões. O parapsiquismo, portanto, possibilita uma compreensão mais abrangente da situação e, consequentemente, uma maior empatia com outras consciências, uma vez que obtemos mais informações.
Voltando ao curso que ministrei, tal como ocorre nos cursos de Conscienciologia e Projeciologia, o desenvolvimento destas ideias permitiu-nos perceber como as pessoas valorizam o investimento no autoconhecimento na medida em que compreendem o valor da autoevolução. Essa valorização, provavelmente, está relacionada ao fato de que em algum lugar de sua memória evolutiva, sendo consciência milenar em evolução, cada um sabe que precisa evoluir. Contudo, ao mesmo tempo, e paradoxalmente, há indícios de que muitas pessoas costumam fugir desta empreitada devido aos esforços pessoais exigidos. Não querem abrir mão de determinadas condições de vida, “ganhos secundários”, vivências de instintos primários. Entram em ação os mecanismos de defesa do ego, os trafares, as autossabotagens e autocorrupções.
Diante do exposto, observa-se que o desenvolvimento da Inteligência Evolutiva pode garantir o avanço das conquistas autoevolutivas e das autossuperações, rumo à autorrealização pessoal tão almejada. Fica a dica de investimento nesta inteligência prioritária, que pode ser desenvolvida.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
RESENHA: SEIS ESTUDOS DA PSICOLOGIA - PIAGET
Seus estudo provocaram uma quebra de paradigmas nos antigos conceitos sobre aprendizagem e educação em sua época, na medida em que preconizou o respeito à individualidade da criança, com uma proposta de ensino menos autoritário, respeitando as fases de desenvolvimento psicológico das crianças. Piaget explica que o conhecimento é construído de forma “contínua e progressiva, a partir da interação do indivíduo com o meio”. Demonstra que a criança constrói o seu conhecimento em cima de seus conhecimentos anteriores e que necessita interagir com o objeto de aprendizagem para realmente aprender sobre ele.
“O saber tem de ser construído e reconstruído a partir da ação da criança, da sua atividade, da sua interação consigo mesma, com o outro, com o meio, em situações concretas, pois conhecer não é apenas possuir uma cópia mental do objeto, mas modificá-lo, descobri-lo, inventá-lo, transformá-lo, compreendendo o processo de sua transformação.”(Almeida, 2011)
Resumidamente, Piaget identifica as seguintes principais etapas de desenvolvimento:
1.Dos dois aos sete anos – grandes mudanças com o início do domínio da linguagem, com três modificações gerais na conduta – socialização, pensamento e intuição e a interação destes fatores no seu desenvolvimento e com relação à afetividade.
2.A infância dos sete aos doze anos – novas formas de organização. Segue regras, pensa antes de agir, Entram as operações racionais.
3.Adolescência –fase que separa a infância da vida adulta. Crise passageira em função das mudanças sexuais. Egocentrismos. Conquista da sua personalidade e de sua inserção na sociedade.
Assim, nos seus Estudos, Piaget demonstra como de dá o desenvolvimento mental nas diferentes fases de desenvolvimento do indivíduo e aborda problemas relacionados ao pensamento, à linguagem e à afetividade, sendo por isso bastante referenciado na área da Educação.
Em minha opinião, suas maiores contribuições deveram-se à demonstração do desenvolvimento mental atrelado às fases de vida do indivíduo, que não podem ser alteradas, forçadas, e à proposta de um respeito a este desenvolvimento, demonstrando a necessidade de equilíbrio entre a formação do indivíduo e seu desenvolvimento. A consequência de uma mudança de conceitos (construtivismo) no processo do ensino, componente básico na formação dos indivíduos, para mim, corresponde a um grande legado que este autor deixou para a humanidade.
Referências:
PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1969.
ALMEIDA, Eernany Santos. O BRINCAR E A CRIANÇA: IMPLICAÇÕES DA TEORIA DE JEAN PIAGET. Acessado em 19.11.2011, em http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=1188
domingo, 27 de novembro de 2011
Resenha do Filme “A Profecia Celestina”
“A Profecia Celestina” foi um dos filmes que mais tocaram minha alma em toda a minha vida. Talvez o que tocou mais profundamente. Traz a abordagem multidimensional da vida, a proposta de um mundo mais evoluído, exemplos de amor fraterno e incondicional entre as pessoas e paisagem e ambientes deslumbrantes.
Chamou-me à atenção os seguintes fenômenos Multidimensionais
Bioenergias e as possibilidades de extrairmos energias dos outros.
A possibilidade de exteriorização e absorção de energias.
O processo de vampirização de energias.
Retrocognições e premonições (rememoração de vidas passadas e previsão do futuro)
Os reencontros evolutivos – o grupo que viveu em outra época se reencontrando para resolver antigas pendências.
A cena dos amparadores se reunindo é de um significado tão profundo que não me atrevo em tentar expressar os sentimentos que me invadiram.
“Há algo mais, bem diante de nossos olhos”. “...ao invés de a retirarmos dos outros, deveríamos doar, e isto ampliaria a quantidade global de energia...” Isso muda toda a perspectiva de interesses e valores das pessoas. Se pudermos desenvolver a capacidade da percepção multidimensional no nosso dia a dia, poderemos ser muito mais efetivos na assistência aos outros, relacionamentos mais sadios. As escolhas, diante da realidade multidimensional como o filme apresenta, demonstrando que estamos aqui para evoluir, doarmos mutuamente, seriam muito mais inteligentes. Desenvolveríamos a inteligência evolutiva, na cosmoética e na maxifraternidade.
É triste constatar como a sede de poder e a força do capitalismo de umas poucas pessoas que prejudicam milhões de outras, .
Os paralelos que podem ser observados no filme com o Coaching são principalmente as ocorrências de Coaching informal, onde vários personagens (Will, Julia, Padre Jose, Padre Sanchez) atuam na formação e desenvolvimento do protagonista (John) e as reflexões trazidas pelo “Coaching Evolutivo”.
Vale à pena transcrever a 9a Profecia (Visão/Insight): “ A direção interna desenvolve o mundo em direção ao paraíso que já está aqui. Saber isso é conhecer o nosso destino”. Porque a partir disso, entendemos que só precisamos nos ajudar mutuamente, sem ganâncias, vivenciando a maxifraternidade, o amor, o Universalismo.