domingo, 5 de setembro de 2021

Filme: O Professor - Com Johnny Depp

  

Um drama-comédia  inteligente que oportuniza muitas reflexões de vida e exemplos práticos de todos os atributos da Inteligência Emocional. Super indico para ser assistido com atenção, abertismo e reflexão! E ainda traz provocações assessórias sobre família, hipocrisia, didática no ensino de jovens, entre outros. O brilhantismo de Jonhnny Depp é mais um bônus.

"Richard (Johnny Depp) é um professor universitário que é diagnosticado com uma doença terminal e tem sua vida transformada da noite pro dia. é uma comédia com momentos dramáticos sobre um homem que ressignifica a sua existência a partir do momento que pensa sobre a mortalidade e entende que a vida é, de fato, para ser vivida." 

Lançamento 2018.

domingo, 15 de agosto de 2021

"A família que se fala e a família que se sofre" - reflexões sobre "Família"

 Reflexões advindas das leituras do livro de J. Gaiarsa – Com um currículo de milhares de atendimentos familiares.

Passados as segundas exaltações parentais do ano, com o recente "dia dos pais", atrevo-me a trazer algumas reflexões.

Mas vencendo minha mania de omitir o óbvio, quando faço contrapontos, desta vez vou expressá-lo: sim, devemos gratidão aos nossos pais por ter nos dado a oportunidade da vida. Não: aquela fala "eu não pedi para nascer" é a pior das afrontas, mentiras, e imaturidade que um(a) filho(a) pode falar... e esta daria outra conversa... E sempre há as contribuições valiosas dadas pelos pais, sim, em nossa formação. E sim, há pais maravilhosos, impecáveis (e às vezes com filhos terríveis).

Mas aí vem um contraponto muitas vezes omitido, não verbalizado, e até jogado para baixo do tapete. Mães e pais que destroem a psique, a formação, a saúde mental, emocional e/ou física de seus próprios filhos - da criança e às vezes até a adultidade. Fazem isso de diferentes maneiras. E por várias razões – o despreparo; a imaturidade; o baixo discernimento; o repetir os padrões sociais e familiares; o excesso de amor; e até a falta de afinidade. Não raramente há pais que realmente não gostam dos filhos. E nem trago aqui os casos de infanticídio. E é verdade que há os casos de matricídios e parricídios. Não vou aqui ir para os extremos.

A questão é que são reais, os casos de desafetos entre pais e filhos. E talvez numa estatística muito acima do que se imagina. E o fato da sociedade querer negá-los torna ainda mais dolorosa e problemática a situação. Leva à negação – mecanismo de defesa do ego há décadas estudado por Freud, e por esta razão, o pior resultado: não se busca resolver o problema – que teria vários caminhos, todos com objetivo máximo de trazer pacificação íntima àquele que sofre com o problema. Ficar em paz com a realidade. Desconstruir e resolver crenças limitantes, incompreensões, mágoas, padrões patológicos de pensamentos, sentimentos e comportamentos. Reconstruir-se mais saudável, confiante, digno, bem resolvido(a).

Este é apenas um de tantos problemas que vivenciamos nas famílias, e trazidos por Gaiarsa em seu precioso livro. Não é qualquer um que consegue ler. Admitir que a "mamãezinha" não tem nada dos tantos referenciais do que é(seria) "ser mãe" em nossa sociedade pode ser missão impossível para alguns.

Gaiarsa aborda este e outros temas de maneira às vezes duras, escancarando verdades que muitos podem preferir não ver e não enfrentar, mas o objetivo é extremamente nobre: formar gerações melhores, mais saudáveis. Desconstruir mitos e hipocrisias que só oprimem e atravancam a formação de adultos mais maduros e dignos.

Só pra levantar mais uma polêmica: "amar todos os filhos da mesma forma, mesma intensidade?"

Não concordo com tudo que está neste livro – o que me motiva ainda mais a indicá-lo, pois provoca o exercício de conhecer outras perspectivas, e testar meu abertismo e flexibilidade. E sei que posso estar errada! Por essas e por outras, o super indico. Para aqueles não vivem o "sonho cor de rosa da família perfeita, propaganda de margarina", é leitura imperdível.

Referenciamento do livro:

"José Angelo Gaiarsa analisa nesta obra como transformamos um ser pleno de possibilidades em um indivíduo mesquinho, preconceituoso e frustrado. A fim de inspirar novas leis sobre a família e provocar no leitor reflexões sobre seu modo de agir diante dos filhos e da vida, o autor propõe o resgate do prazer, da amorosidade e da espontaneidade para aprimorar os relacionamentos. 

Afinal, diz ele, "a finalidade primeira de qualquer civilização amante da vida é empenhar-se por inteiro para que a geração seguinte seja definitivamente melhor, oferecendo a todo ser humano recém-nascido tudo de que ele precisa e todos de que precisa"."

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Dica de Série: Saimdang - Memoir of colors


Uma personagem admirável! A série mistura história, romance, Seriexologia e ficção. Cada episódio, lições para reflexão. Uma produção de extremo bom gosto e sensibilidade.

A personagem principal é um exemplo de consciência evoluída – afável, gentil, altruísta, assistencial, intelectual, fraterna, solidária, justa, lúcida, e até histriônica quando necessário. O ícone histórico Shin Saimdang - Nome oficial Shin In-seon (1504-1551) deixou vasto legado que a levou a ser a primeira mulher estampada numa cédula Coreana. Sugiro pesquisarem a biografia desta mulher especial - poeta, artista, educadora, que contribuiu para a a melhoria da desigualdade de gêneros na Coréia. 

A série – li que foi a mais cara da Coreia, é uma obra de arte – fotografia, figurino, música, pinturas, poesias. Oportunidade também de conhecer outra cultura, outro contexto histórico. Raramente acessamos a História da Ásia, preterida nas escolas brasileiras pela História ocidental.

Não faltam blogs de comentários e elogios à série. Sugiro este artigo: https://www.cidadaoereporter.com.br/viver-bem/lazer/saimdang-memoria-das-cores

Fica a dica para os momentos de relax evolutivo.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Política: adote valores ao invés de partidos

 Hoje me deparei com mais um daqueles posts partidário-ideológicos.  No caso, de esquerda. Ofende a História, o discernimento, a coerência. Restrigi-me a colocar suscinta resposta à colega, ainda com receio de ofender. Mas não deu para me omitir:

Explicação incompleta, com distorções e inverdades. 

Tipo de post que perpetua a ignorância 🙁 Isso de que quem é de esquerda é quem "defende os pobres" é para conquistar os ingênuos, afinal, a grande maioria das pessoas não quer perpetuação de pobreza e injustiça social. E os esquerdistas querem fazer acreditar que somente eles têm este ideal. Há muitas outras "coisitas" na ideologia de esquerda extremamente nocivas. 

Assim também ocorre nos Direitistas, que "filtram" seus "melhores argumentos", para defender sua ideologia. Temos que defender valores, e não ideologias. Nem esquerda, nem direita, nem centro... "se partido fosse uma coisa boa, se chamaria inteiro". Principalmente na realidade brasileira, onde a corrupção e desmandos se espraiam por todo o Congresso, independente de partido. É triste ver gente de bem brigando com pessoas queridas para defender um elemento de lá, que nem sabe da sua existência, e detém uma lista grande na ficha suja, que seu defensor não quer ver.

Há muitas maneiras de ajudar o país, sem necessidade de política partidária. Parapolítica é ainda melhor. Estado Mundial, Democracia Pura já despontam. Nossa união deve ocorrer por causas nobres, valores evolutivos, responsabilidade planetária. 🙂


sábado, 6 de março de 2021

EAD - Futuro inevitável e oportuno!

Muito ruins as visões distorcidas da EAD que surgiram na pandemia. Primeiro porque são falsas, segundo porque são o futuro inevitável das instituições de ensino.

O problema é chamar "qualquer produção" de EAD (Educação a Distância). 



Há cursos fantásticos, e até gratuitos, ao alcance de quem quer aprender, se capacitar. Quem ainda não fez um, precisa se empenhar para experimentar. Cansei de divulgar o curso Recriatividade do Murilo Gun, e o curso de Inteligência Emocional do Ricardo Magalhães, com 98% de aprovação.

E olha que eles nem usaram todos os recursos do Design Instrucional. 

Querer filmar uma aula presencial, ou fazer uma videoaula com o professor sem didática adequada ao EAD e chamar de EAD é um erro crasso.

Desesperador mesmo é uma aula presencial que poderia ser substituída por 5 minutos de boa leitura do conteúdo.

A EAD tem inúmeros recursos pedagógicos capazes de deixar uma aula ser inesquecível. Principalmente as gravadas, que não precisam ser improvisadas, não precisam contar com a boa disposição do professor, são extremamente bem planejadas, tudo pela maior qualidade. E ainda tem inúmeras vantagens para o aluno, seguem as minhas favoritas:

  1. Assistir na hora que quiser
  2. Pelo tempo que quiser ou puder
  3. Voltar a assistir se não entender algo
  4. Enviar questionamentos sem constrangimentos
  5. Não perder tempo com as "participações" no momento em que está elaborando um raciocínio crítico
  6. E as questões dos demais podem ficar disponíveis para trocas.
  7. Amizades também são feitas pelos trabalhos em grupo, no caso de um bom Design Instrucional
  8. A utilização de ferramentas interativas aumentam e qualificam a aprendizagem e os contatos entre os alunos.

Não é legal fazer propaganda contra a EAD. Além de ser o inevitável futuro, o fato é que faz ser alguns dos melhores cursos do país em lugares mais desenvolvidos, à exemplo de curso de Direito na Espanha e Psicologia na França.

domingo, 3 de janeiro de 2021

Documentário imperdível: Somos Um Só - We Are One - On est ensemble

 "Dinâmico, Inspirador, Instrutivo, Inteligente, Transformador"

Um documentário belo que fala por causas nobres, em nome de um dos valores mais significativos que a humanidade precisa desenvolver: Solidariedade!

5 causas, 5 ativistas - sendo uma do Brasil, trazem os temas em pauta.

Enquanto assistia pensava no quanto tenho constatado desde os meus 14 anos voluntariando em diferentes instituições, o quanto a vivência da interassistência nos gratifica, nos dignifica, nos ensina. Até nas crises da vida, saindo de si em prol do outro, paradoxalmente, nos cura!

Vivenciemos a solidariedade, a generosidade, a fraternidade e o universalismo com mais frequência - por um mundo melhor. Por uma pacificação íntima também!

Parabéns à Netflix, ao movimento Solidarité, e a todos os seres humanos que fizeram acontecer! É a arte em prol da humanidade!