quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CRESCENDO INTELIGÊNCIA EMOCIONAL - INTELIGÊNCIA EVOLUTIVA.

Este é um post para compartilhar a informação de uma inteligência mais avançada que a inteligência emocional: a Inteligência Evolutiva!

A inteligência emocional é de suma importância ao desenvolvimento de equilíbrio na vida humana, sendo tema que atrai milhões de consciências. Inclui o desenvolvimento de atributos essenciais  - autoconhecimento, autocontrole, automotivação, empatia e relacionamentos. Estudos da Psicologia Positiva e das neurociências vem demonstrando que a felicidade não se origina em acessórios externos, mas nasce de um estado de condição íntima. E quem não quer ser feliz? Assim, os investimentos no autoaprimoramento torna-se o melhor que uma pessoa pode fazer por si mesma.
Contudo, há muito mais do que esta vida íntrafísica, e é fato que desde tempos imemoriais que a consciência investe em ampliações da realidade multidimensional. Religiões e abordagens espiritualistas têm sido os principais caminhos, e, infelizmente, às vezes danosos, contraditórios, dogmáticos e até fanáticos, levando a consequências piores que o materialismo.

Já tenho reafirmado que não tenho religião, mas não sou materialista. Como pesquisadora da Conscienciologia tenho buscado acessar e desenvolver conhecimentos relacionados à existência da multidimensionalidade extrafísica, e à evolução da consciência através de várias vidas, de maneira científica e antidogmática. Tenho alguns artigos publicados sobre estes temas (por exemplo http://claressencia.blogspot.com.br/2017/04/o-que-e-conscienciologia-pequena-sintese.html).

Por esta razão, a inteligência emocional se configura como base elementar, primária, da Inteligência evolutiva, sendo esta última mais abrangente da realidade multidimensional da consciência.
Inteligência evolutiva é a capacidade de apreender, aprender ou compreender e adaptar-se à vida humana, com bases na aplicação e expansão prática, autoconsciente, do mecanismo da evolução consciencial, pessoal, já assimilado, incluindo a Cosmoeticologia (ética mais ampla), a Seriexologia (múltiplas vidas) e a Proexologia (programação existencial = o que nos programamos para realizar nesta existência), definindo o autodiscernimento da consciência quanto à evolução consciencial racional, inclusive a autoevolução lúcida, na dinamização do próprio desempenho dos próprios pensamentos, sentimentos e energias (pensenes) e cosmoético (adaptado de Vieira, 2012).
Neste sentido, para não me delongar, e indicando alguns referenciaia para ampliação dos conhecimentos, proponho o crescendo tema deste artigo:
O crescendo inteligência emocional—inteligência evolutiva constitui o salto significativo de patamar evoluciológico, com reperspectivação da autevolução pela consciência multimilenar e multidimensional, inicialmente interessada no desenvolvimento pessoal de atributos convencionais (autoconhecimento, autocontrole, automotivação, empatia e relacionamentos), importantes, mas limitados à condição da vida humana intrafísica, para a vivência teática do Paradigma Consciencial, visando à evolução pessoal lúcida proexológica, holomaturológica, interassistencial e Cosmoética, rumo ao serenismo.
O crescendo inteligência emocional-inteligência mentalsomática-inteligência evolutiva consta como item 40 do verbete Crescendo Evolutivo do Professor Waldo, entre os 73 exemplos de crescendos evolutivos da Taxologia (Vieira, 2012). A explicação da Mentalsomática ficará para outro post.
Sugestões de referências para ampliação destas ideias:
Vieira, Waldo. Inteligência Evolutiva. Verbete In: Enciclopédia da Conscienciologia. Editares, 2012. (Disponível em http://67.223.248.71/tertulia/Verbetes/Inteligência%20Evolutiva.pdf)
Vieira, Waldo. Crescendo evolutivo. Verbete In: Enciclopédia da Conscienciologia. Editares, 2012. (Disponível em http://www.tertuliaconscienciologia.org/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=645&&Itemid=13).

Couto, Cirleine. Inteligência evolutiva no cotidiano. Editares, 2014.
O que é inteligência evolutiva: https://www.youtube.com/watch?v=1_XLoGWzpt8
Aula com a autora Cirleine Couto: https://www.youtube.com/watch?v=3FueLEz9u2Q&t=531s
Livros gratuitos em pdf: https://www.editares.org.br/livrosgratuitos

Dica de Filme: Pocahontas (Animação da Disney)



Sim! A 7ª arte felizmente produz bons filmes, que geram preciosos momentos de aprendizagem, novas perspectivas, lições de vida, reflexões profundas, muito mais valiosas que as constantes buscas por emoções. Alerta: há controvérsias sobre a verdadeira história de Pocahontas (Matoaka). Então, melhor assistir como uma ficção.

A animação da Disney, além de emocionar, nos faz pensar em muitas coisas, mas neste post quero trazer apenas duas. Primeiro, como é possível o encontro de consciências completamente diferentes, em origens, valores e propósitos que encontram afinidades e amor, a consequente troca rica de aprendizagens, respeito e consequente crescimento mútuo. Segundo, e ainda mais forte, a forma clara como é colocada o valor da natureza, a necessidade de manutenção e respeito ao que nosso Planeta ainda possui. Melhor será se pudermos recuperar o que foi degradado.

Tudo isto me leva à reflexão da importância de cada um de nós darmos nossa contribuição para a sustentabilidade da Terra. E aproveito para trazer a ideia de Tim Jackson, onde conclui que não precisamos de “desenvolvimento sustentável”. Precisamos sim, de “Prosperidade sem crescimento”. Acho estranho? Fica a sugestão para você, leitor ou leitora, buscar entender melhor este conceito, e assumir a sua parcela de responsabilidade planetária para um mundo melhor. “Seja a mudança que quer ver no mundo”.

Referências:

Jackson, T. (2013). Prosperidade sem Crescimento, Economia para um Planeta finito. Lisboa: Tinta da China.

DICA DE LEITURA - Pensamento crítico: um curso completo de autodefesa intelectual.


Inteligência Emocional pressupõe um bom nível de discernimento. É ser capaz de forjar as próprias ideias e opiniões em bases e valores íntegros, isentos de fascinações e manipulações. O desenvolvimento de pensamento crítico deve ser uma escolha de todo cidadão interessado em integridade, liberdade, compreensão e outros atributos ligados à Inteligência Emocional. Este livro é excelente indicação de ajuda.

"Este livro poderá ajudar o leitor a compreender melhor como se forjam as crenças verdadeiras e justificadas no contexto da experiência pessoal, da ciência e das mídias e oferecerá o conhecimento de que necessita para se autodefender."

Ficha Técnica
Qual é a relação entre democracia e pensamento crítico? O que um cidadão deve saber em uma democracia para que a palavra "democracia" tenha sentido? Neste livro o pedagogo Normand Baillargeon ensina os leitores a pensar, desconstruir e a fazer as perguntas necessárias para proteger-se de manipulações por parte dos governos, autoridades e elites, mostrando como avaliar e selecionar as informações veiculadas pela imprensa oficial e pela mídia. Este guia acessível levará o leitor a desenvolver umavisão crítica em relação aos acontecimentos (e versões desses acontecimentos) que o cercam, criando um "mecanismo de autodefesa intelectual" que o deixará a salvo de todo o tipo de manipulação.

Fica a dica.

Perversidades no lixo produzido na "arte"

Já há algum tempo venho ficando cada vez mais chocada com o grau de perversidades trazidas pelos “artistas” contemporâneos. Músicas, desenhos, e filmes, por exemplo, apresentam cada vez mais requintes de crueldade. Particularmente nos filmes, que é o que mais me interessa para momento de lazer evolutivo, são cada vez mais frustrantes e decepcionantes os investimentos de tempo no que deveria ser envolvente, encantador, como prometiam os primórdios da 7ª arte.
Animais são transformados em monstros assassinos e sanguinários, com características que somente humanos perversos poderiam desenvolver. Tubarões, orcas, lobos, pássaros, ratos, aranhas, cobras e até formigas!
Filmes com até 80% de perseguições, tiros, lutas sanguinolentas, e violências bizarras fazem estrondoso sucesso. Violência contra a mulher e estupros são frequentemente inseridos, assustando-me o prognóstico disto vir a ser algo “normal”... E a piora avança para psicopatias extremas, onde me pergunto qual a vantagem de difusão de tais padrões conscienciais tão patológicos. Todos conhecerem que esta realidade existe na vida real? Ou na imaginação de uma mente doentia, capaz de criar estas atrocidades? Ou despertar/alimentar instintos psicopáticos ou sádicos, latentes nas pessoas? O que ganhamos, afinal, assistindo tais enredos e cenas?
Perseguição, Corra, Garota Exemplar, Os oito odiados (Tarantino), e Stoker, em tentativa de ordem crescente de expressão de psicopatia, são alguns exemplos mais recentes. Certamente há piores, que não passaram na minha triagem para emprego de meu precioso tempo de lazer, relax ou aprendizagens com o cinema. O pior, é tais excrescências ter público, ser considerada digna de exibição, dentro da “máxima” da “liberdade de expressão” através da arte, que pessoas radicais defendem, muitas vezes com as melhores intensões, como se fosse adequado a liberdade não ter nenhum limite. Deveria ser limite, aquilo que deteriora a sociedade, aquilo que banaliza a violência, aquilo que deprecia o que se diz de “humano” em seu sentido mais belo e digno. Um ou outro filme, com fins de denúncia ou alerta, até que poderíamos ter. Mas maioria, não dá!
Simplesmente é lamentável os caminhos por onde a humanidade trilha. E eis que me ocorre o que disse Confúcio, milênios atrás: “conhece-se um povo pela sua música”. Mas vou deixar para abordar a especificidade música em outro momento... e faria a versão “conhece-se um povo pela sua arte”.
Cultivo a esperança de que estamos passando pelo processo de reurbanização do planeta, momento de limpeza das excrescências, para que possamos avançar para uma era mais nobre, onde predomine a gentileza, a fraternidade, a cosmoética. Que venham mais escritores e roteiristas com estórias mais inteligentes, criativas, elaboradas, benévolas, não menos envolventes, mas sadias! Uma coisa é ter toques, inserções de eventuais e contumazes males. Outra coisa é enfocar e ampliar requintes de crueldades e psicopatologias extremadas.
Para contribuir com todos que querem evitar a banalização de violências,  e perdas de precioso tempo de lazer evolutivo, peço quem leu até aqui,  listar nos comentários os filmes que você NÃO recomenda que assistam por abranger demasiada perversidade ou perversão. Obrigada.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Verbete Autossuperação do Hedonismo

Convido a todos a participarem da Tertúlia – presencial ou online, na qual estarei defendendo o verbete de título AUTOSSUPERAÇÃO DO HEDONISMO. Exercício de autoexposição de reflexões e reciclagens pessoais, após anos de autopesquisa, com defesa de teses apreendidas. Disponível online, a partir das 12:30h. Dia 25/11/2017. Mandem perguntas online para enriquecer o debate. Peço que por favor divulguem a quem possa interessar. Acesso e texto completo disponível também no site na data : http://www.tertuliaconscienciologia.org/

As Tertúlias conscienciológicas acontecem diariamente, das 12:30 às 14:30h, abertas ao público presencial ou online. A cada dia é defendido um verbete a compor a Enciclopédia da Conscienciologia, hoje composta por mais de 4300 verbetes, dos mais diversos temas, sob o enfoque do Paradigma Consciencial. É uma fonte de recursos de técnicas, teorias e práticas evolutivas, apresentadas com cientificidade não cartesiana.

Tertúlias já apresentadas estão disponíveis no canal do Youtube https://www.youtube.com/user/Tertuliarium

E todos os verbetes podem ser baixados através de planilha Excel disponível no site http://www.tertuliaconscienciologia.org/

Autossuperação do Hedonismo

Definologia. A autossuperação do hedonismo é o ato ou efeito de a conscin, homem ou
mulher, identificar, reconhecer, admitir, minimizar e superar a condição de autengano ilusório
e amaurótico do prazer enquanto sentido de vida, a partir de investimentos na ampliação do autodiscernimento, autocognição, autocrítica e maturidade pessoal, resultando na reformulação e redirecionamento de valores, intenções, interesses e ações para o foco da autevolução e da interassistência e respectivos paradeveres intermissivos da programação existencial.

Outros verbetes desta autora:

AGENDA AMBIENTAL ORGANIZACIONAL: https://www.youtube.com/watch?v=4kXJ8IxXZlU

MANUAL PESSOAL DE PRIORIDADES: https://www.youtube.com/watch?v=7nvx4jUbFZ8

AUTODIAGNÓSTICO EQUIVOCADO: https://www.youtube.com/watch?v=xmiiu6RpPCs

sábado, 4 de novembro de 2017

SOBRE POLÊMICAS DAS EXPOSIÇÕES DE “ARTE” ABERTAS PARA CRIANÇAS – ALGUMAS REFLEXÕES

São duas questões polêmicas – uma, a questão da liberdade de expressão para a arte. Outra, o que deve compor a educação sexual para crianças.

O cuidado com as falácias e argumentações ilógicas da hermenêutica – Argumentum ad hominem*.

A razão de meu compartilhamento de um vídeo de uma menina contra certas coisas que estão sendo disponibilizadas em exposições de arte e outros equívocos na educação sexual de crianças: a defesa dos direitos da Criança e do Adolescente, cujo Estatuto é nobre, coerente.
E as recentes exposições de “arte” a burla-lo – o homem nu para crianças tocar (mesmo que a ideia original não tenha sido essa). Ou as imagens de pedofilia e zoofilia do Queermuseum Santander – isso não é educacional. Para mim, várias das denominadas artes desta exposição, são crime hediondo. A criança não vai elaborar entendimento sadio dos atos retratados. Será que ela vai olhar as imagens e refletir e concluir que sexo entre adulto e criança, ou adultos e animais, não é sadio? É uma porta pedofilia, e à perversidade com os animais.
O vídeo da menina defendendo o ECA – não importa quem produziu o vídeo. Tenho até alguns contrapontos que não gostei da produção do vídeo, mas a argumentação, as ideias apresentadas, não devem ser sobrepujadas pela autoria dos conteúdos, ou se vão usar este vídeo para manipulações espúrias... seria o mesmo, tirando as proporções, que tentar bloquear os achados do Einstein, porque foram usados para a Bomba Atômica. Minha ideia não foi focar o debate político, e, pior ainda, retornar às polarizações.
“Não há de ser na exaltação do mal que o bem encontrará base para se estabelecer”. Por isso acho muito ruim falar de coisas horripilantes da sociedade. Mas às vezes, temos que nos posicionar, na intenção de provocar reflexões evolutivas, e tentar diminuir o ritmo acelerado das atrocidades perversas que vêm crescendo na sociedade brasileira.
“Liberdade de expressão não significa permissão para qualquer coisa”, e não há de ser em nome de possível retrocesso à opressão/repressão, que devemos aceitar que a arte manifeste perversidades. Não é “discurso moralista”. Vejo o sexo como fonte de infinitas possibilidades de prazer, e, principalmente, expressão de amor. E não de expressões hediondas.
Algumas das imagens liberadas para se expressarem nestas “exposições de arte” expressam coisas consideradas crimes. Devem ser permitidas? A arte poderia ter liberdade de expressões de cenas, hoje, que humilhassem negros? Não. Seria crime. Porque então liberar expressão de cenas que são crimes contra os animais e contra as crianças? O que a sociedade ganha de bom com isso?  Para mim, só ganha perda de valores dignos, para a apologia à torpezas hediondas das cenas de imolação de animais e pedofilia.
“Liberalistas” falam em “intolerância”. Deve haver algum tipo de tolerância ao hediondo, à pedofilia ou zoofilia?  Argumentam que censurar seria o início de uma série de outras proibições, que levariam à opressão, repressão, “tempo da ditadura”. O que sustenta este argumento? Isto é uma suposição. Poderia ser instituída Lei somente com proibição de manifestações artísticas relacionadas à pedofilia e zoofilia. Ponto. Muito ruim quando surgem com argumentos de hipóteses trazidas como certeza absoluta.
Em resumo, ainda penso que "liberdade de expressão" tem que ter limites. Ainda que seja uma "censura", repito sem arrependimento. O mal gosto, o desrespeitoso, o agressivo, o violento, a perversidade, a falta de ética, o imoral, entre outros adjetivos para mim, só devem ter liberdade de se manifestar no local privado de seus defensores. Jamais em praça pública, e nem em exposição pública, onde até crianças , e desavisados, podem vir a ser obrigados a contemplar. Pior, é chamar tantas excrecências, de ARTE....

Fica minha opinião - polêmica para alguns, clara para mim - mas sem ser "dona da verdade", apenas enquanto eu não escute argumentos melhores. Especificamente sobre arte, em um outro extremo, vale assistir este vídeo: “ Quando a beleza deixou de ser apreciada? A arte moderna matou o belo?” https://www.facebook.com/zoemartinezoficial/videos/523678987974601/

Eis então uma terceira polêmica: as polarizações. Extremos são posicionamentos perigosos. É triste quando defendemos um ponto de vista e o outro responde com o extremo oposto, ou outro enfoque, com casuísticas específicas e pontuais, ou superficialidade, às vezes sem mencionar a ideia que você quer falar.
Transcrevo abaixo as falácias a atentarmos, e evirarmos, neste debate, e em todos os debates de ideias:

Argumentum ad hominem. O ataque pessoal, direto, formulado contra característica da pessoa defensora de determinada tese, desqualificando-a e reduzindo a credibilidade do argumentador. Trata-se de ataque a características pessoais, irrelevantes para a veracidade da tese apresentada pelo oponente.
Síndrome booleana. Trata-se de representar o continuum apenas pelas extremidades. Consiste em dividir a série inteira de opções em 2 extremos, e depois insistir na escolha a ser feita entre 1 ou outro extremo, sem levar em conta as demais alternativas.
Superficialidade espúria. Ocorre quando o adversário desvia-se do assunto em debate utilizando-se de irrelevâncias, recusando a lógica e as provas do contraditor. Não podendo lançar mão do conjunto do problema, concentra-se sobre pequena parte orientando a refutação sobre fragmento minúsculo, apenas o perceptível a ele.
Falácia da “Casuística”: O rechaçamento de determinada generalização alegando exceções, muitas vezes, irrelevantes. 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

PROMISCUIDADE EDUCATIVA


Escrevi esta resenha quando fiz a disciplina de Didática do Ensino SUperior, com o professor Marcos Feitosa, na UFPE em 2009. Foi a última de uma série de várias resenhas, e esta para fechamento das aprendizagens obtidas através do estudo de grande ícones da Educação. Escolhi meus favoritos e fiz este texto em formato de resenha, ressaltando pontos estratégicos do pensamento de cada educador citado. Compartilho agora, pois ao procura-lo no Blog pra encaminha para uma amiga, não encontrei :-)
Espero que gostem!

PROMISCUIDADE EDUCATIVA
Clara Emilie Boeckmann Vieira

Eu costumava manter-me na linha. Rata de laboratório, em meio a publicações científicas, tradicionais. Ciência básica... e ali ficava, com meus botões. Mas havia algo de errado. Havia uma incompletude, constante turbilhão de pensamentos, frutos de taquipsiquismo nato. E não podendo deixar de ser, eu era pura ansiedade. Ansiando não sei o quê!

Foi aí que conheci o Parker. Foi amor à primeira vista. Ele combinava comigo em tudo! Sua proposta se encaixava na grande importância que eu voltava ao autoconhecimento que, na minha opinião, tinha que ser questão tão séria quanto a que propõe a Conscienciologia com sua metodologia de Teoria e Prática da Autopesquisa. “Nós ensinamos quem nós somos”, disse-me um dia. Então tenho que ser cada vez melhor, pensei! Com Parker entendi porque eu gostava tanto de ensinar – “Nos tornamos professores por razões do coração, animados pela paixão por um assunto e por ajudar as pessoas a aprenderem” – conhecer-me e “ajudar”. Levar esta motivação de vida a outras pessoas, meus alunos. Aprendi que é possível, e altamente positiva, uma verdadeira integração com meus alunos, minha contribuição para a sociedade, na intenção de ajudar as pessoas a se tornarem melhores, com uma aprendizagem não somente para a academia, mas para a vida! Lá estava eu, cheia de amor pra dar!

Um dia conheci o Malcolm, com sua proposta para pessoas mais maduras...Arrumei as malas e fui embora com ele. Mas nunca esqueci o Parker Palmer, que era tão feliz pelo que fazia, que nem sentiu minha falta. Com Malcolm, aprendi a reconhecer diferenças essenciais na aprendizagem dos alunos “maduros”. “Vamos criar um clima agradável, aproveitar nossas experiências anteriores, ser flexíveis”...Aha! Isso era garantia de um relacionamento bem sucedido! Repensei alguns de meus métodos com meus alunos, elaborei novas estratégias para ampliar sua motivação e nível de interesse. Veio um amadurecimento da nossa relação, eu e meus alunos, eu e Malcolm. Mas eu e Malcolm Knowles ficamos tão independentes, não aprofundamos nossa relação e acabamos nos separando com uma conversa leve sobre buscarmos caminhos diferentes.

Foi quando conheci o Donald. Ele falava em reflexão-na-ação. “Que danado é isso?” Perguntei. E então um sentimento forte me dominou, posto que com ele não tinha lero-lero. Tudo era vivenciado na prática, fazendo, co-elaborando com dons e talentos, arte. Ele pedia que eu fosse sempre uma pessoa reflexiva. Que eu exercitasse a espontaneidade, a improvisação. Mais Teática! Teoria e prática não se separam! Lembrava-me a importância da aplicabilidade do conhecimento para solucionar os problemas públicos! “Precisamos curar as cisões entre ensinar e fazer, pesquisa e prática, escola e vida”. Para tanto, liberdade! Era tudo que eu mais queria...Nossa relação era intensa, viva, rica!

Mas aí o Gadotti me apresentou ao Paulo, a paixão mais arrebatadora da minha vida. Como perdi tempo! Nunca pensei que aquele de quem eu tanto ouvia falar pudesse ser realmente tão excepcional. Ele que estava tão pertinho de mim, sangue da mesma nação, brasileiríssimo melhor que qualquer gringo! Paulo já falava em ecopedagogia! Ele me ensinou que podemos ir além do aprendizado de conteúdos. Podemos reconstruir e transformar! Podemos fazer um mundo melhor, vendo a educação como instrumento para o desenvolvimento de pessoas melhores, como ato dialógico, como solução às necessidades sociais, como Libertação.

Foi triste quando terminamos. Queria tê-lo mais tempo ao meu lado. Mas foi preciso aceitar dividi-lo com as outras... digo, os outros. Paulo era para o Mundo! E lá se foi ele... emprestei para um colega, o meu Pedagogia da Autonomia, com todas as minhas anotações e grifos...

Não pensem que estou só. Não fico só. Tenho sempre um livrinho na vez, a fazer borbulhar meus pensamentos, bater mais forte meu coração, a me provocar a elaborar reflexões, a investigar como as suas estórias podem me ajudar a me tornar melhor e a colaborar para uma sociedade melhor. O senso crítico está atento. Atento às relações do dia-a-dia, à prática, às diferenças entre as pessoas, permitindo-me buscar vivenciar a fraternidade, o universalismo, o respeito... bem, nem sempre, mas é preciso tentar mais vezes... Ainda estou no time dos “eu sei de quase tudo um pouco, e quase tudo mal...” da Paulinha Toler. Contudo, não há dúvidas. Eis a grande vantagem desta promiscuidade educativa e intelectiva: uma contínua aprendizagem que dá gosto vivenciar e que me esforço a levar, a quem eu possa tocar, trocar, ensinar, educar, amar.