domingo, 13 de outubro de 2019

Superação de crise financeira


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Recentemente recebi uma bela aula de amigo especialista em finanças pessoais, Adilson Barbosa, ao questiona-lo como orientar uma amiga em apuros. Com muita disponibilidade e postura assistencial, ele me falou 4 dicas, que transcrevo aqui, acrescentando minhas próprias reflexões, a quem possa ser útil. Falou em atenção a dois aspectos: o material e o espiritual. Há muitos artigos mais completos disponíveis na Internet, que a pessoa pode investir. Este é apenas uma proposta bem objetiva.

 1)     Refletir porque razão chegou na situação em que se encontra. Fazer uma reflexão profunda e sincera sobre as escolhas e atitudes da vida, buscando identificar os equívocos, limitações pessoais, e tudo que possa ter influenciado na situação atual. Alguns fatores que podem ser analisados são o excesso de itens de consumo, as escolhas demandantes de gastos excessivos, a falha em não poupar parte das remunerações recebidas e as próprias condutas com o dinheiro 9ex.: comedimento e economicidade) e com pessoas (ex.: relacionamentos autênticos).
      
       2)     Identificar o que está aprendendo com esta situação. Sabemos que todo problema, crise, pode nos trazer aprendizagens. É fundamental identificarmos o que precisamos mudar diante das dificuldades. Muitas vezes, quando corrigimos a falha, o problema desaparece. Da perspectiva “espiritual”, já observei vários casos, inclusive comigo, que quando eu mudei determinado traço de personalidade, o problema “se resolveu”. Como se a “vida” trouxesse situações para provocar na pessoa, a mudança necessária.

      3)     Fazer o orçamento pessoal. Levantar quais dívidas tem e quanto precisa realmente para viver. É um momento para exercitar o discernimento. Reconhecer os supérfluos, checar onde pode fazer cortes. Lembro do pensamento de Luigi Pirandello: “Não há uma estrada real para a felicidade, mas sim caminhos diferentes. Há quem seja feliz sem coisa nenhuma, enquanto outros são infelizes possuindo tudo”. Lembrando sempre a evitação da “tirania do ser feliz” (indico o livro Liberte-se de Kurt Harrys).

      4)     Dividir o orçamento pessoal em três partes:
a.      O que é vital, essencial para a vida;
b.      O que é necessário, para o mínimo de satisfação na vida:
c.      Supérfluo.  Aqui é necessário cuidado para diferenciar entre necessidade e desejo.
Mudanças. A partir destes pontos, ir cortando as despesas, proceder as mudanças, e focar o que precisa ser feito, para sair da crise. Em caso de desemprego, é importante a pessoa estar aberta para alternativas diferentes. Ter um trabalho, uma fonte de remuneração, ainda que não ideal, é fundamental. Ver que pode ser um trabalho apenas temporário.   

Autoconhecimento. Todo o exposto deixa clara a importância do conhecimento profundo de si. Para se ver com clareza. As escolhas e os pontos fracos que contribuíram para a situação de crise em que chegou, e os pontos fortes, que ajudarão a superar esta crise, tornando-a uma crise de crescimento, ao invés de crise de sofrimento. A Internet já tem milhares de conteúdos excelentes para qualquer pessoa investir no autoconhecimento, autoaprimoramento, planejamento e organização pessoal para construir uma vida evolutiva e de autorrealização. O segredo é saber pinçar conteúdos de qualidade. Indico meu blog de IE: http://inteligenciaemocionalatodos.blogspot.com/

Gratidão. Ponto pouco exercitado pelas pessoas. Indico a técnica do Pote da Gratidão, anotar diariamente 5 coisas pelas quais é grata. Trago este aspecto aqui, falado também pelo amigo Adilson, porque toca uma dimensão importante ao ser humano integral: a espiritualidade. E aqui, dissociada de religião.

Espiritualidade. Seja qual for sua maneira de cultivar a espiritualidade, sabemos de incontáveis histórias de superação graças ao investimento da pessoa neste aspecto. Autoconhecimento é uma maneira de investir na espiritualidade. A prática da Atenção Plena tem revelado resultados extraordinários. O voluntariado – doação do tempo pessoal a ajudar outras pessoas, idem! Constatar que nosso problema é ínfimo, se comparado ao de milhões de pessoas pelo mundo afora também ajuda. Recomendo o livro “Além da religião” (Elkins, 1998), escrito por um ex-Pastor, que propõe vários outros caminhos para cultivar a espiritualidade.

Conclusão. Diante do exposto, ser grata pelo que está passando pode ser uma chave para a superação da crise. E para isso, há que transitar pelas etapas apresentadas acima. Muito investimento no autoconhecimento. Tem a ver com o que mencionei no item 2. Tem a ver com lucidez, resiliência, sabedoria e determinação para promover as mudanças necessárias, com as rédeas da vida nas próprias mãos.

sábado, 5 de outubro de 2019

Sobre a polêmica Greta Thunberg


Quando vi um pronunciamento da jovem Greta pela primeira vez, algo me desagradou. Tive o sentimento de que algo não colava. Li um comentário em que o autor a desqualificava em críticas devastadoras, e o contraponto de uma colega que colocava as críticas em irrelevância, face à realidade dramática em que nosso Planeta se encontra, onde reconheço que qualquer excesso nos alertas e reclamações é pouco diante do quanto  destruímos e prejudicamos nossos ambientes, fauna e flora. E a verdade, é que a preocupação é mínima, irrisória, por parte de governos, corporações e da própria população em geral.
Mas porque a Greta tem incomodado e sido criticada? Por que há uma polarização? Por parte de brasileiros que a criticam, vejo que primeiro, há a problemática da polarização política, que não pretendo expandir aqui. E há a falta de desconhecimento sobre a Greta, que também não vou expandir aqui, e sobre a real condição ecológica do Planeta. Não faltam informações lícitas na internet.
Só cabe a mim refletir o que me incomodou. E alerto que este incômodo não diminui em nada o valor da dedicação desta adolescente à causa ambiental. E nem diminui a importância que precisa ser dada à problemática da sustentabilidade do Planeta. Percebo dois pontos nos discursos que vi: um, algumas falas que não tem sentido, mero chavão de impacto. Outro ponto, mais relevante, um pensamento que ouvi a vários anos, com o qual me identifiquei: “Não há de ser na exaltação do mal que o bem encontrará base para se estabelecer”. Considero a “forma” muito importante. O valor do conceito de confor da Conscienciologia: conteúdo e forma são fundamentais na apresentação das ideias. Claro que o o conteúdo é mais relevante. Mas uma forma ruim pode bloquear o entendimento do seu valor.
O confor menos agressivo, ainda que às vezes eu seja estriônica, é o meu modus operandi predominante. Por outro lado, reconheço que muitas pessoas só conseguem ser sensibilizadas por uma forma mais forte, emocional, de receber a informação. Uma vez ouvi o Leonardo Boff dizer numa palestra “o ser humano precisa viver angustiado”, como sendo a maneira de se garantir o movimento em prol de uma causa. De fato, é a maneira como muitas pessoas funcionam. Enquanto outras podem ficar paralisadas pela sua angústia e não partir para as ações necessárias.
Então aceito as diferentes modalidades de expressão. Entendo a necessidade de múltiplas formas de apresentação das ideias, ainda que não me agradem, mantendo acima de tudo a lucidez, e principalmente, o foco nas ideias, e não nas pessoas. Precisamos evitar o argumentum ad hominen, onde o que argumentador ao invés de focar as ideias, desqualifica a pessoa que a defende, para invalidar sua opinião, caindo em argumentação ilógica, como fazem com a Greta. Então, apesar de não me agradar a forma da Greta apresentar a problemática ambiental, nas vezes que me incomodou, a apoio, por saber que na forma dela, muita gente pode ser sensibilizada. Hoje a vi pela primeira vez, numa forma mais suave, gostei, por isso vou compartilhar aqui: http://encurtador.com.br/iEGQS.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Persönliches Prioritäten Handbuch


von Clara Emilie Boeckmann Vieira
Übersetzung: Elke Awiszus


Manchmal fragen wir uns: was ist der Sinn des Lebens? Warum sind wir auf diese Welt gekommen? Wir suchen nach Glück, Selbstverwirklichung und Gelassenheit, aber wir werden von dem Alltagswahnsinn, jeder in seinen verschiedenen, mehr oder weniger bedeutsamen Aufgaben, verschluckt. Es gibt diejenigen, die ihr Glück durch materielle Ziele definieren - ein Auto, ein Haus oder Konsumgüter. Und es gibt diejenigen, die ihr Glück durch affektive und soziale Verhältnisse definieren - heiraten, Kinder bekommen, usw. Aber Tatsache ist, dass nur wenige Menschen echte Selbstverwirklichung erreichen. Warum?

Ein Grund dafür ist, dass sie nicht wissen, womit sie diese persönliche Zufriedenheit erreichen können. Ein weiterer Grund ist die Unkenntnis der Wichtigkeit, sich für andere nützlich zu fühlen anstatt ein ich-bezogenes Leben zu führen. Es gibt einige, die sich nicht weiterentwickeln und viele Jahre auf demselben evolutionären Niveau stagnieren. Sie entwickeln ihre Intelligenz nicht weiter, überwinden ihre Schwächen nicht und entwickeln keine neuen Fähigkeiten und Talente. In der Tat gibt es mehrere Gründe, die uns daran hindern, Selbstverwirklichung zu erreichen. Grundlegende Ursachen sind die Schwierigkeit, persönliche Prioritäten zu identifizieren, uns selbst so zu organisieren, dass wir die angestrebten Ziele erreichen und dass wir konsequent nach persönlichen Werten und Prinzipien leben.
Daher ist es an dieser Stelle so wichtig, ein Handbuch für persönliche Prioritäten zu entwickeln. Jede Person kann ihr eigenes Handbuch erstellen. Es sollte auf persönlichen Werten basieren, die ein hohes Maß an Selbsterkenntnis erfordern. Dies vermeidet die klassischen Fälle derjenigen, die nach langjähriger Arbeit und dem Erreichen eines bestimmten Ziels feststellen, dass es wenig oder keine Befriedigung bringt. Obwohl es manchmal viele Opfer erforderte, die hätten vermieden werden können. Der erste Schritt besteht also darin, sich selbst zu analysieren, persönliche Werte zu erkennen, negative Eigenschaften zu überwinden, positive Eigenschaften zu verbessern und fehlende positive Eigenschaften zu entwickeln.

Was sind die Leitfaktoren für ein Handbuch der persönlichen Prioritäten? Welche Schritte muss man tun, um es zu schreiben? Wichtig ist das Ermitteln der persönlichen Werte und idealerweise sollte es zusätzlich die Selbstentwicklung fördern. So wie es die Bewusstseinswissenschaft vorschlägt, die das Bewusstsein auf ganzheitliche und umfassende Weise untersucht. Als Bewusstseinswissenschaftlerin verstehe ich es so, dass wir hier sind, um unsere persönlichen Eigenschaften zu verbessern, einander zu helfen und uns mit anderen Menschen zu versöhnen. Diese neue Wissenschaft ist der Ansicht, dass wir alle Bewusstseine sind, die sich über eine Serie zahlreicher Leben hinweg weiterentwickeln und die aus einem mehrdimensionalen Ursprung stammen. Aus dieser Perspektive sind wir nicht nur dieser physische Körper.
Der wesentlichste Punkt ist jedoch das Erreichen dessen, was wir uns für dieses Leben vorgenommen haben, um das Existenzprogramm zu erfüllen, das auch als Lebensaufgabe bezeichnet wird. Es ist das Programm, das wir vor der Geburt aufgestellt haben, der Grund für unsere gegenwärtige Existenz. Darüber hinaus ist es auch wichtig, unsere Lebensqualität zu optimieren, unseren Komfort, unsere finanzielle Stabilität, unsere Gesundheit und die anderen Grundwerte der westlichen Gesellschaft.

Ausgehend von der Wichtigkeit der Selbstentwicklung werden daher folgende Punkte als Leitfaktoren für ein Prioritätenhandbuch vorgeschlagen:
(1) Selbstentwicklung
(2) persönliche Werte mit kosmoethischen Grundlagen (breite multidimensionale Ethik)
(3) evolutionäre Lebensziele im Einklang mit der persönlichen Realität, einer existenziellen Weltsicht und der Fähigkeit zur Selbstorganisation
(4) Holoreife, um Bedingungen zu schaffen, die persönliche Zufriedenheit bringen (Weiterentwicklung, Lebensqualität, Arbeit, Freizeit, Zuneigung usw.)
(5) Interassistenz (gegenseitige Hilfe, Respekt für Menschen und den Planeten, soziales Leben, übernommene Verantwortung, Beiträge für die Gesellschaft, Hilfe für andere Menschen, vorzugsweise um diesen Menschen zu helfen, sich auch weiterzuentwickeln)
(6) Erfüllung des Existenzprogramms
(7) Erreichen eines Mindestniveaus der persönlichen Zufriedenheit gemäß den  persönlichen Werten, im Hinblick auf das größte Ziel: Gelassenheit

Die folgenden beispielhaften Schritte werden für die Erstellung eines Handbuchs zur persönlichen Prioritätensetzung vorgeschlagen:
(1) Selbstforschung betreiben
(2) Persönliche Werte und Prinzipien identifizieren
(3) Seinen persönlichen Kodex der Kosmoethik erarbeiten (was bestimmt Ihre Ethik angesichts des Kosmos)
(4) Ein ausgeglichenes Leben schaffen, eine Analyse der gegenwärtigen Existenz in allen Bereichen des Lebens durchführen (alles, was du aus dem Leben erhalten hast, was du zurückgegeben hast, was noch aussteht)
(5) Die Richtlinien des existenziellen Programms identifizieren (was Sie in diesem Leben gemacht haben)
(6) Prioritäten und Ziele gemäß diesen Richtlinien, Werten und dem persönlichen Kodex der Kosmoethik festlegen
(7) Reihenfolge der Prioritäten festlegen
(8) Einen Aktionsplan erstellen und die Schritte zur Erreichung der Ziele und Fristen festlegen
(9) Nützliche Routinen zur Optimierung Ihrer Existenz definieren (körperliche und energetische Aktivitäten, Studien usw.)
(10) Tools schaffen, die zur Erreichung der Ziele beitragen (Tagebücher, Notizbücher, Tabellenkalkulationen, Listen usw.)

Um theoretische und praktische Vorschläge zur Erreichung ihres existenziellen Programms zu erhalten, können interessierte Personen zahlreiche Ressourcen, die die Bewusstseinswissenschaft anbietet, nutzen. Die Entscheidung, sich selbst weiterzuentwickeln und ein Handbuch für persönliche Prioritäten zu erstellen, liegt bei jedem von uns.

Lassen Sie mich diese Vorschläge mit zwei Überlegungen abschließen, die auf persönlichen Erfahrungen beruhen. Erstens erfordert der Prozess der Priorisierung und Selbstorganisation Willen, Anstrengung, Engagement und Ausdauer, aber im Gegenzug erhalten wir Zufriedenheit, wenn wir Ziele erreichen, nützliche Produkte und Ergebnisse generieren, das eigene Leben qualifizieren und Belohnungen, beziehungsweise eine reiche evolutionäre Ernte erhalten. Zweitens lohnt sich der Wert des "Weges": Der Evolutionsweg ist von sich aus aufregend und bringt eine Befriedigung, die über das Ziel hinausgeht, das Sie beabsichtigen. Diese Selbstentwicklung erfolgt Schritt für Schritt in der Evolutionsspirale.

Wir fragen Sie, liebe Leser, in einer Selbsteinschätzung anhand einer Skala von 1 bis 5, auf welcher Selbstkompetenzstufe Sie sich entsprechend den Faktoren befinden, die Ihr existenzielles Programm bestimmen. Welche Funktionen und Methoden haben Sie zur Förderung Ihrer Selbstevolution angewendet? Haben Sie bereits das Handbuch Ihrer persönlichen Prioritäten erstellt?

Contraponto sobre vídeo do garoto Nikolas, que a mãe leva para o estádio de futebol, e ganhou o prêmio FIFA FAN este ano.

Perdoem-me os fãs de futebol. Vou ser a chata critica e questionadora do grupo...
Este é um exemplo dos poucos “benefícios” do futebol, que já gostei na minha adolescência. Sim: o estádio é cheio de energia. Emocionante. Mas hoje aos quase 50 anos, vejo o futebol como uma “caricatura de arena” de milênios atrás. Não é à toa, que estádios estão se chamando arena. As exacerbações de emoções, agressividades, obtusidades, corrupção, malandragens,  malevolidades, e até crimes, etc... jogam este esporte em muito mais perniciosidades que os pífios e raros benefícios. Em um estádio, há muito mais negatividades do que “energia” (e qual  qualidade?) e emoção (e qual qualidade?).

Com base em experiências de amigos com filhos autistas e estudos da Psicologia, vejo que o Nikolas encontraria muito mais alegria e evoluções psicofísicas com muitas outras opções de caminhos mais saudáveis, mais interativos, humanos, e mais condizentes com suas deficiências, que poderiam fazê-lo se desenvolver mais e melhor. E sem possíveis riscos.

Isso não diminui o mérito do amor da mãe, e sua incansável dedicação e busca de fazer o melhor para o filho. E como cada caso é um caso, talvez até aqui tenha feito mesmo o melhor. Mantenho minha admiração e respeito a esta admirável mãe.

E muito inteligente, grande sacada da FIFA criar este prêmio. Parece que este ano é o primeiro FIFA FAN. Antes era somente pra o melhor jogador, técnico, entre outros do universo futebolesco.  Bem intencionado ou jogada de marketing não importa, se trouxer histórias que podem trazer belas reflexões e melhorias ao ser humano. Vi que o único jogador que admiro (conheço pouco a história de vida de outros), ganha o prêmio desde que foi criado, em 2016: Cristiano Ronaldo – linda biografia de autossuperação e grande caráter assistencial.

Sou feliz por nenhum dos meus filhos gostarem de futebol. E tudo bem se você gosta de assistir jogo, torcer, ir a estádio... cada um com seu gosto e escolha de onde coloca seu tempo livre. Mas é importante enxergar diferentes perspectivas. Ter lucidez. Discernir.

De todo modo, agrada-me ver as perspectivas antagônicas alheias, pra exercitar a empatia e a intercompreensão, rumo à Maxifraternidade, pura e incondicional.

Grata pela oportunidade de reflexão, amigos!

sábado, 31 de agosto de 2019

Como ajudar mais e melhor pessoas queridas em crises?


Esta semana tive um momento de tristeza maior, por estar com vários amigos em situações críticas – de saúde, de desemprego, de crise familiar, porque me senti impotente em ajudar.

A realidade e argumento de todos terem problemas não ajudam. O outro está sofrendo. E de repente, eu abominável amiga metralhadora de conselhos me calo. O que funciona para mim não serve ao outro. Cada um é único. Escrevo vários artigos e compartilho materiais que pinço entre os melhores que encontro na internet, voltados ao autoconhecimento, à automotivação, às reciclagens e autossuperações, mas neste momento me questiono se estas reflexões podem ajudar.

Não vou parar com minhas postagens interassistenciais. Já recebi feedbacks positivos e eu mesma me ajudo ao escrevê-los e compartilhá-los. E sei que ao ler ou assistir algo que posto aqui, posso gerar reflexões, sensibilizar alguém, contribuir por mínimo que seja. Por isso escrevo aqui e em outros canais*, com a ideia de o que funcionou para mim, pode funcionar pra mais alguém. Por isso escrevi meu primeiro livro 103 Pílulas de Inteligência Emocional.

E sei que escutar ajuda, mas eu queria poder fazer a pessoa querida “levantar, sacodir a poeira e agir”. Uma prepotência. Este vídeo que já indiquei em outro post me deu certo consolo. Porém se alguém tiver mais sugestões para nos ajudarmos melhor uns aos outros, postem aqui.

Video sobre empatia:


*Meus canais de interassistência, além do Whatsapp e Facebook:
Minhas playlists de melhores videos assistidos: https://www.youtube.com/user/claraemilie100
Meu livro 103 Pílulas de Inteligência Emocional - https://www.educavida.org.br/single-post/2016/03/20/Sport-ompetition



Sustentabilidade do Planeta requer sensibilizar pessoas

Esta bióloga afirma o mesmo que eu descobri há muitos anos atrás "Não dá pra mudar o Planeta, sem mudar as pessoas".
Eu estava caminhando na praia deserta, e sentei na beirada das pedras, observando o restinho de vida marinha ali. E foi quando comecei a lamentar não estar mais me dedicando aquela vida, tendo estudado e trabalhado com tanto afinco, em Especialização e Mestrado, a Oceanografia... e uma voz soprou em meu ouvido: "você pode ajudar muito mais na sustentabilidade ambiental, sensibilizando as pessoas".
Então estou aqui, com este blog, com o de Inteligência Emocional para todos, com o voluntariado conscienciológico e no Educavida, reiterando o convite a todos para trocarmos ideias, e unirmos esforços pela sustentabilidade do planeta, que também requer a autossustentabilidade.
Tem a ver com uma das frases favoritas: "Seja a mudança que quer ver no mundo" (Gandi).

Reflexão e discernimento para opiniões políticas


Adoro assistir TEDx. Se há uma aplicação útil de tempo em vídeos, esta opção o é. E tanta gente fica vendo os vídeos bobos, inúteis ou falsos do Whatsapp. “Wasting time”! Já fiz um artigo sobre TEDx. Diz-se muito em pouquíssimo tempo. E todos são profícuos, reflexivos, acrescentam. Até dos que discordo! O diferente acrescenta, geram novas perspectivas, provocam o aprofundamento nas ideias.

Ontem assisti um que não gostei. E por isso mesmo valeu à pena. Primeiro porque mais uma vez constato como uma ideologia, por melhor que pareça, leva ao engano, às perspectivas distorcidas, e como premissas falsas impedem as pessoas avançarem em soluções efetivas para a sociedade. Segundo porque me ajudaram a refletir sobre alguns conceitos apresentados.

Li alguns comentários. Positivos e negativos. Há boas colocações, reflexões importantes. A questão é que a palestra usa várias replicações de jargões partidários estigmatizados e improdutivos... Argumentum ad nauseum... Por exemplo, sei que existem, sim, pessoas que "odeiam pobre". Felizmente, nunca encontrei nenhum. Nunca ouvi alguém se manifestar como os exemplos toscos do palestrante. Escuto sim, várias pessoas no “disse que disse”. E seguramente, é uma minoria (acho que o próprio palestrante falou em 7% para um dos exemplos, segundo certa “pesquisa de opinião”). Qual a razão da ênfase? É por essa razão que o Brasil não progride? Em quê este tipo de discurso ajuda?  

As afirmações de uma SOCIEDADE COM JUSTIÇA, DIGNIDADE SOCIAL É FUNDAMENTAL, SIM! Mas não é inventando argumentos, e distorcendo fatos e valores, que resolvemos esta questão. Por exemplo, como o faz o palestrante deste TEDx, ao atacar uma virtude - a meritocracia, para se resolver um problema de base: EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS.

Mérito = merecimento (Dicionário Aurélio).
Meritocracia: Forma de administração cujos cargos são conquistados segundo o merecimento, em que há o predomínio do conhecimento e da competência. (Dicionário Michaelis)

O problema não é a cultura da meritocracia (que infelizmente, ainda não temos). É a falta de Educação de qualidade para todos! Precisamos solucionar ESTE problema. Não vai ser desvirtuando o senso de mérito, que algo vai ser resolvido. Temos vários exemplos de “soluções” implementadas para compensar problemas de base (ex.: cotas). Meros paliativos, e, às vezes, nocivos! Concordo que enquanto não for possível dar dignidade a um cidadão que esteja na miséria, ele receba uma ajuda social (o bolsa família precisa existir, sim!). Mas isso é melhor do que dar-lhe educação, um trabalho, condições de saúde, segurança?

Infelizmente a ideologia, por melhor que pareça em seus fins, tolhe o raciocínio mais amplo, repetindo jargões partidários inconsistentes, incompletos, e muitas vezes, falaciosos! Perde-se muito tempo e energia em argumentos que não levam a nada. A polarização insiste em permanecer entre os brasileiros. Não avançamos na discussão de soluções. E pior, acabamos desvirtuando o que existe de bom.

Tenho resistido não me colocar em discursões polarizadas. Há grande parcela de cidadãos que defendem seus “partidos” como torcedores de futebol – como bem colocou um colega. Felizmente, quem me conhece sabe que não sou politicamente omissa. E sou cidadã ativa. Felizmente, há muitos que conseguem conversar respeitando a tendência política do outro. Política não se inclui entre o não discutível (tal como é o tema futebol, cheio de emoção). Precisamos discutir política. Somos seres políticos.

Os fatos e o discernimento precisam prevalecer sobre os discursos e sobre as ideologias. Foco no debate das ideias, sem ataques às pessoas que pensam diferente (argumentum ad hominem). Evitemos os PARALOGISMOS! É possível sim, pessoas com preferências políticas diferentes, trabalharem pelo Bem. É só terem um objetivo comum: o Bem refletido em Educação, Segurança e Saúde para TODOS os cidadãos brasileiros.