quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Verbete Autossuperação do Hedonismo

Convido a todos a participarem da Tertúlia – presencial ou online, na qual estarei defendendo o verbete de título AUTOSSUPERAÇÃO DO HEDONISMO. Exercício de autoexposição de reflexões e reciclagens pessoais, após anos de autopesquisa, com defesa de teses apreendidas. Disponível online, a partir das 12:30h. Dia 25/11/2017. Mandem perguntas online para enriquecer o debate. Peço que por favor divulguem a quem possa interessar. Acesso e texto completo disponível também no site na data : http://www.tertuliaconscienciologia.org/

As Tertúlias conscienciológicas acontecem diariamente, das 12:30 às 14:30h, abertas ao público presencial ou online. A cada dia é defendido um verbete a compor a Enciclopédia da Conscienciologia, hoje composta por mais de 4300 verbetes, dos mais diversos temas, sob o enfoque do Paradigma Consciencial. É uma fonte de recursos de técnicas, teorias e práticas evolutivas, apresentadas com cientificidade não cartesiana.

Tertúlias já apresentadas estão disponíveis no canal do Youtube https://www.youtube.com/user/Tertuliarium

E todos os verbetes podem ser baixados através de planilha Excel disponível no site http://www.tertuliaconscienciologia.org/

Autossuperação do Hedonismo

Definologia. A autossuperação do hedonismo é o ato ou efeito de a conscin, homem ou
mulher, identificar, reconhecer, admitir, minimizar e superar a condição de autengano ilusório
e amaurótico do prazer enquanto sentido de vida, a partir de investimentos na ampliação do autodiscernimento, autocognição, autocrítica e maturidade pessoal, resultando na reformulação e redirecionamento de valores, intenções, interesses e ações para o foco da autevolução e da interassistência e respectivos paradeveres intermissivos da programação existencial.

Outros verbetes desta autora:

AGENDA AMBIENTAL ORGANIZACIONAL: https://www.youtube.com/watch?v=4kXJ8IxXZlU

MANUAL PESSOAL DE PRIORIDADES: https://www.youtube.com/watch?v=7nvx4jUbFZ8

AUTODIAGNÓSTICO EQUIVOCADO: https://www.youtube.com/watch?v=xmiiu6RpPCs

sábado, 4 de novembro de 2017

SOBRE POLÊMICAS DAS EXPOSIÇÕES DE “ARTE” ABERTAS PARA CRIANÇAS – ALGUMAS REFLEXÕES

São duas questões polêmicas – uma, a questão da liberdade de expressão para a arte. Outra, o que deve compor a educação sexual para crianças.

O cuidado com as falácias e argumentações ilógicas da hermenêutica – Argumentum ad hominem*.

A razão de meu compartilhamento de um vídeo de uma menina contra certas coisas que estão sendo disponibilizadas em exposições de arte e outros equívocos na educação sexual de crianças: a defesa dos direitos da Criança e do Adolescente, cujo Estatuto é nobre, coerente.
E as recentes exposições de “arte” a burla-lo – o homem nu para crianças tocar (mesmo que a ideia original não tenha sido essa). Ou as imagens de pedofilia e zoofilia do Queermuseum Santander – isso não é educacional. Para mim, várias das denominadas artes desta exposição, são crime hediondo. A criança não vai elaborar entendimento sadio dos atos retratados. Será que ela vai olhar as imagens e refletir e concluir que sexo entre adulto e criança, ou adultos e animais, não é sadio? É uma porta pedofilia, e à perversidade com os animais.
O vídeo da menina defendendo o ECA – não importa quem produziu o vídeo. Tenho até alguns contrapontos que não gostei da produção do vídeo, mas a argumentação, as ideias apresentadas, não devem ser sobrepujadas pela autoria dos conteúdos, ou se vão usar este vídeo para manipulações espúrias... seria o mesmo, tirando as proporções, que tentar bloquear os achados do Einstein, porque foram usados para a Bomba Atômica. Minha ideia não foi focar o debate político, e, pior ainda, retornar às polarizações.
“Não há de ser na exaltação do mal que o bem encontrará base para se estabelecer”. Por isso acho muito ruim falar de coisas horripilantes da sociedade. Mas às vezes, temos que nos posicionar, na intenção de provocar reflexões evolutivas, e tentar diminuir o ritmo acelerado das atrocidades perversas que vêm crescendo na sociedade brasileira.
“Liberdade de expressão não significa permissão para qualquer coisa”, e não há de ser em nome de possível retrocesso à opressão/repressão, que devemos aceitar que a arte manifeste perversidades. Não é “discurso moralista”. Vejo o sexo como fonte de infinitas possibilidades de prazer, e, principalmente, expressão de amor. E não de expressões hediondas.
Algumas das imagens liberadas para se expressarem nestas “exposições de arte” expressam coisas consideradas crimes. Devem ser permitidas? A arte poderia ter liberdade de expressões de cenas, hoje, que humilhassem negros? Não. Seria crime. Porque então liberar expressão de cenas que são crimes contra os animais e contra as crianças? O que a sociedade ganha de bom com isso?  Para mim, só ganha perda de valores dignos, para a apologia à torpezas hediondas das cenas de imolação de animais e pedofilia.
“Liberalistas” falam em “intolerância”. Deve haver algum tipo de tolerância ao hediondo, à pedofilia ou zoofilia?  Argumentam que censurar seria o início de uma série de outras proibições, que levariam à opressão, repressão, “tempo da ditadura”. O que sustenta este argumento? Isto é uma suposição. Poderia ser instituída Lei somente com proibição de manifestações artísticas relacionadas à pedofilia e zoofilia. Ponto. Muito ruim quando surgem com argumentos de hipóteses trazidas como certeza absoluta.
Em resumo, ainda penso que "liberdade de expressão" tem que ter limites. Ainda que seja uma "censura", repito sem arrependimento. O mal gosto, o desrespeitoso, o agressivo, o violento, a perversidade, a falta de ética, o imoral, entre outros adjetivos para mim, só devem ter liberdade de se manifestar no local privado de seus defensores. Jamais em praça pública, e nem em exposição pública, onde até crianças , e desavisados, podem vir a ser obrigados a contemplar. Pior, é chamar tantas excrecências, de ARTE....

Fica minha opinião - polêmica para alguns, clara para mim - mas sem ser "dona da verdade", apenas enquanto eu não escute argumentos melhores. Especificamente sobre arte, em um outro extremo, vale assistir este vídeo: “ Quando a beleza deixou de ser apreciada? A arte moderna matou o belo?” https://www.facebook.com/zoemartinezoficial/videos/523678987974601/

Eis então uma terceira polêmica: as polarizações. Extremos são posicionamentos perigosos. É triste quando defendemos um ponto de vista e o outro responde com o extremo oposto, ou outro enfoque, com casuísticas específicas e pontuais, ou superficialidade, às vezes sem mencionar a ideia que você quer falar.
Transcrevo abaixo as falácias a atentarmos, e evirarmos, neste debate, e em todos os debates de ideias:

Argumentum ad hominem. O ataque pessoal, direto, formulado contra característica da pessoa defensora de determinada tese, desqualificando-a e reduzindo a credibilidade do argumentador. Trata-se de ataque a características pessoais, irrelevantes para a veracidade da tese apresentada pelo oponente.
Síndrome booleana. Trata-se de representar o continuum apenas pelas extremidades. Consiste em dividir a série inteira de opções em 2 extremos, e depois insistir na escolha a ser feita entre 1 ou outro extremo, sem levar em conta as demais alternativas.
Superficialidade espúria. Ocorre quando o adversário desvia-se do assunto em debate utilizando-se de irrelevâncias, recusando a lógica e as provas do contraditor. Não podendo lançar mão do conjunto do problema, concentra-se sobre pequena parte orientando a refutação sobre fragmento minúsculo, apenas o perceptível a ele.
Falácia da “Casuística”: O rechaçamento de determinada generalização alegando exceções, muitas vezes, irrelevantes. 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

PROMISCUIDADE EDUCATIVA


Escrevi esta resenha quando fiz a disciplina de Didática do Ensino SUperior, com o professor Marcos Feitosa, na UFPE em 2009. Foi a última de uma série de várias resenhas, e esta para fechamento das aprendizagens obtidas através do estudo de grande ícones da Educação. Escolhi meus favoritos e fiz este texto em formato de resenha, ressaltando pontos estratégicos do pensamento de cada educador citado. Compartilho agora, pois ao procura-lo no Blog pra encaminha para uma amiga, não encontrei :-)
Espero que gostem!

PROMISCUIDADE EDUCATIVA
Clara Emilie Boeckmann Vieira

Eu costumava manter-me na linha. Rata de laboratório, em meio a publicações científicas, tradicionais. Ciência básica... e ali ficava, com meus botões. Mas havia algo de errado. Havia uma incompletude, constante turbilhão de pensamentos, frutos de taquipsiquismo nato. E não podendo deixar de ser, eu era pura ansiedade. Ansiando não sei o quê!

Foi aí que conheci o Parker. Foi amor à primeira vista. Ele combinava comigo em tudo! Sua proposta se encaixava na grande importância que eu voltava ao autoconhecimento que, na minha opinião, tinha que ser questão tão séria quanto a que propõe a Conscienciologia com sua metodologia de Teoria e Prática da Autopesquisa. “Nós ensinamos quem nós somos”, disse-me um dia. Então tenho que ser cada vez melhor, pensei! Com Parker entendi porque eu gostava tanto de ensinar – “Nos tornamos professores por razões do coração, animados pela paixão por um assunto e por ajudar as pessoas a aprenderem” – conhecer-me e “ajudar”. Levar esta motivação de vida a outras pessoas, meus alunos. Aprendi que é possível, e altamente positiva, uma verdadeira integração com meus alunos, minha contribuição para a sociedade, na intenção de ajudar as pessoas a se tornarem melhores, com uma aprendizagem não somente para a academia, mas para a vida! Lá estava eu, cheia de amor pra dar!

Um dia conheci o Malcolm, com sua proposta para pessoas mais maduras...Arrumei as malas e fui embora com ele. Mas nunca esqueci o Parker Palmer, que era tão feliz pelo que fazia, que nem sentiu minha falta. Com Malcolm, aprendi a reconhecer diferenças essenciais na aprendizagem dos alunos “maduros”. “Vamos criar um clima agradável, aproveitar nossas experiências anteriores, ser flexíveis”...Aha! Isso era garantia de um relacionamento bem sucedido! Repensei alguns de meus métodos com meus alunos, elaborei novas estratégias para ampliar sua motivação e nível de interesse. Veio um amadurecimento da nossa relação, eu e meus alunos, eu e Malcolm. Mas eu e Malcolm Knowles ficamos tão independentes, não aprofundamos nossa relação e acabamos nos separando com uma conversa leve sobre buscarmos caminhos diferentes.

Foi quando conheci o Donald. Ele falava em reflexão-na-ação. “Que danado é isso?” Perguntei. E então um sentimento forte me dominou, posto que com ele não tinha lero-lero. Tudo era vivenciado na prática, fazendo, co-elaborando com dons e talentos, arte. Ele pedia que eu fosse sempre uma pessoa reflexiva. Que eu exercitasse a espontaneidade, a improvisação. Mais Teática! Teoria e prática não se separam! Lembrava-me a importância da aplicabilidade do conhecimento para solucionar os problemas públicos! “Precisamos curar as cisões entre ensinar e fazer, pesquisa e prática, escola e vida”. Para tanto, liberdade! Era tudo que eu mais queria...Nossa relação era intensa, viva, rica!

Mas aí o Gadotti me apresentou ao Paulo, a paixão mais arrebatadora da minha vida. Como perdi tempo! Nunca pensei que aquele de quem eu tanto ouvia falar pudesse ser realmente tão excepcional. Ele que estava tão pertinho de mim, sangue da mesma nação, brasileiríssimo melhor que qualquer gringo! Paulo já falava em ecopedagogia! Ele me ensinou que podemos ir além do aprendizado de conteúdos. Podemos reconstruir e transformar! Podemos fazer um mundo melhor, vendo a educação como instrumento para o desenvolvimento de pessoas melhores, como ato dialógico, como solução às necessidades sociais, como Libertação.

Foi triste quando terminamos. Queria tê-lo mais tempo ao meu lado. Mas foi preciso aceitar dividi-lo com as outras... digo, os outros. Paulo era para o Mundo! E lá se foi ele... emprestei para um colega, o meu Pedagogia da Autonomia, com todas as minhas anotações e grifos...

Não pensem que estou só. Não fico só. Tenho sempre um livrinho na vez, a fazer borbulhar meus pensamentos, bater mais forte meu coração, a me provocar a elaborar reflexões, a investigar como as suas estórias podem me ajudar a me tornar melhor e a colaborar para uma sociedade melhor. O senso crítico está atento. Atento às relações do dia-a-dia, à prática, às diferenças entre as pessoas, permitindo-me buscar vivenciar a fraternidade, o universalismo, o respeito... bem, nem sempre, mas é preciso tentar mais vezes... Ainda estou no time dos “eu sei de quase tudo um pouco, e quase tudo mal...” da Paulinha Toler. Contudo, não há dúvidas. Eis a grande vantagem desta promiscuidade educativa e intelectiva: uma contínua aprendizagem que dá gosto vivenciar e que me esforço a levar, a quem eu possa tocar, trocar, ensinar, educar, amar.

domingo, 8 de outubro de 2017

À PARTIDA DE ALGUÉM ILUMINADA


Escuto as lindas homenagens, em flores e palavras.

Faz-me questionar: que legado queremos deixar quando partirmos desta vida?

O que fizemos de nossa vida?

Quanto vivemos somente para nós, e quanto doamos de nós a outras pessoas?

Uma despedida do intrafísico,

Uma estrela a mais no “céu”

Celebram no “outro lado”, o completismo de uma missão,

Uma vida de amor, sorrisos, ainda que ocultando as dores do íntimo,

Mas suplantadas por tanto bem feito a tantos outrens,

Incondicionalmente.

Que fique a saudade bela, a admiração e respeito à senhorinha querida.

Que a amiga querida se orgulhe e siga os bons exemplos.

E nós que ficamos, o que fizemos de nossas vidas até aqui?

Qual será o nosso legado?

Em que somos exemplos a inspirar?

O que deixaremos aos que ficam?

Ainda dá tempo de fazer melhor.

E de contribuir mais para um mundo melhor.

HIPÓTESE DA RAZÃO DE NOSSOS PROBLEMAS


com solução...

A existência de problemas recorrentes pode ter como hipótese uma lacuna de melhoria pessoal. Problemas são oportunidades. “O que fiz de errado?” “Porque estou sofrendo com isso?”. Muito da nossa reação depende de como encaramos os problemas. E, frequentemente, simplesmente colhemos os frutos do que plantamos, os resultado das nossas escolhas. Assim, os problemas se repetem até que a gente recicle aquilo que precisamos mudar em nós. Atitudes ou forma de encarar. Principalmente quando existe tudo para dar certo, mas não dá, por mais que nos esforcemos.

Por esta razão, e por outras também, é producente estarmos disponíveis para uma autopesquisa diante das dificuldades que enfrentamos. Por que aquilo está acontecendo comigo? Por que reajo com desespero, enquanto outra pessoa não está nem aí, quando passa pelo mesmo problema? O que preciso mudar para não sofrer tanto com este problema? Qual a minha participação para estar passando por isso? Procurar encontrar estas respostas é mais efetivo do que ficar “apagando fogo” ou remoendo o problema em questão.

As pessoas muitas vezes preferem viver um dia atrás do outro, “todo dia mato um leão”, dizem. Às vezes até sentem orgulho disso. Aliás, tem gente que não sabe viver sem problema. “A vida é feita de escolhas”. Escolhi a autopesquisa contínua, prefiro antecipar as crises de crescimento, e me fortalecer para as tempestades. Dos 3 porquinhos, eu seria o Prático rsrs. E olhe que às vezes os “Lobos” da vida me vencem. Só minimizo as ocorrências. Pois há muito a evoluir, a reciclar, a aprender. Sigo nos trilhos da autoevolução com a autopesquisa prazerosa, esperando ser uma pessoa amanhã, melhor que hoje. Continuamente.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

10 razões pra não ter uma ideologia rotulada (resumo)


Anticorrupção ou preocupação com justiça social não são privilégios de uma única ideologia. Demagogia é um alto risco aos defensores ferrenhos de ideologias. Se há algum valor em uma ideologia, há muito mais desvantagens em adotá-las. E não confunda: não se trata de não ter valores, princípios, ideais.
Motivada pela “revolta” de antigos “companheiros de esquerda”, ante aos andamentos políticos no Brasil, e, principalmente, ao meu posicionamento antagônico às ideologias partidárias, comecei a esmiuçar as minhas razões pessoais para ser antipática a ideologias de forma geral. E oficializo aqui minha dissidência dos movimentos políticos “revolucionários”. Pró moderação, pacificidade, discernimento, diálogo. Apolítica, não. Apartidária, sim.

Simplificadamente, ideologia é um conjunto de ideias ou pensamentos de uma pessoa ou de um grupo de indivíduos. São exemplos de ideologias, entre outras: a partidária; a religiosa; a econômica; a moral; a cultural; a de espectro político (esquerda-direita). Assim, consegui listar 10 motivos para não ter uma ideologia-rótulo:

1. Inconsistência. A volatilidade, subjetividade e inconsistência das ideologias, que colocam de tudo em um rótulo, sem clareza de seus conteúdos. Não seria mais coerente e simples defender seus valores específicos, sejam quais forem?

2. Liberdade. A liberdade e independência de pensamento e posicionamento, desvinculada de grupos e conceitos. Por exemplo, ser contra corrupção independe de ideologia política.

3. Paradoxos. A liberdade para concordar com um argumento de uma ideologia e também com um outro argumento defendido por ideologia às vezes entendida como “antagônica” da primeira.

4. Intercompreensão. A evitação da competição. Não querer, não pensar, e nem precisar ser melhor que ninguém que pense diferente. A minimização do risco de desrespeito àquele que possua ideologia diferente da própria.

5.  Abertismo. A evitação da restrição de ideias, que por ter rótulo da ideologia X pode não admitir expandir os conceitos ou incluir novas perspectivas de outras ideologias.

6. Flexibilidade. A evitação da limitação de ideias dentro de um corpus pré-estabelecido. Evitar a rigidez, radicalismos, e facilitar a flexibilidade de ideias e opiniões.

7. Multifacetas. Não compor parte de um rótulo. Não ser “etiquetada”. Não gosto de ser taxada – nem positivamente, nem negativamente. Não compor “opinião fechada”. Há certamente pontos positivos em todas as ideologias tradicionais. Somos multifacetados. E a vida ensina, verdades mudam.

8. Objetividade. Prefiro ter maior clareza e autenticidade, às vezes, pragmaticamente, dos meus reais valores. Alguns, embutidos em algumas ideologias.

9. Lucidez. Ideologias levam a condicionamentos. Pior, ao risco de lavagem cerebral e perda do discernimento, quando o indivíduo entra no afã dos radicalismos ideológicos.

10.  Coerência. Não correr risco de ser incoerente, falso. O certo é vivenciar na prática aquilo que professa. Falar é fácil. E como ficam as atitudes? Não dá pra entender uma pessoa com ideologia pró justiça social, que não contribui com voluntariado em nenhuma Organização da Sociedade Civil.
Boa índole, bom caráter, integridade, honestidade, e tantos outros traços positivos não vão ser forjados pela ideologia que a pessoa professa. A definição clara de valores é fundamental. Simplificar, resumir, restringir seu perfil a um determinado tipo de ideologia pode levar a incontáveis equívocos ou ficar somente na teorização, e, quando não for pior: sua ideologia ser demagogia. Mais que discursos, debates, ou autoafirmações ideológicas, o que realmente importa são as ATITUDES construtivas. O voluntariado é o mínimo de colaboração para uma sociedade melhor.

Deixo duas sugestões aos amigos, pois é triste já ter ouvido colegas ideólogos a dizer que quem é de esquerda é “vagabundo”, e outros, que quem é de direita, é “elite egoísta”.

A primeira sugestão é: ao invés de investir em defesa de partidos e políticos duvidosos, começar a defender as propostas de Democracia Pura e Estado Mundial. E a segunda dica para os que quiserem aprofundar a reflexão e ampliar o discernimento anti-ideologia, caso ainda não conheçam, leiam Noam Chomsky, o “radical de esquerda” que discordava de Karl Max: http://super.abril.com.br/cultura/dentro-da-cabeca-de-noam-chomsky/

Anti-ideologia. Ideologia não. Melhor é a ter a definição clara de valores personalíssimos. Não se inclua em rótulos, tantas vezes turvos, imprecisos, subjetivos, obscuros, parciais, túrbidos, confusos, ambíguos, incertos, radicais.
Princípios. Em se tratando de valores, o melhor é o abertismo e a adoção de posturas límpidas, objetivas, claras, imparciais, ecléticas, moderadas, flexíveis, e evolutivas!

Sugestão para leitura crítica - ambiguidades e assertividades inclusas: http://esquerdaxdireita.blogspot.com.br/search/label/ideologia%20pol%C3%ADtica


Se quiser reler, ou ver as inserções que tirei do resumo acima, segue artigo completo a seguir:


10 razões pra não ter uma ideologia rotulada

(artigo original, com exemplos e comentários da política)

Anticorrupção ou preocupação com justiça social não são privilégios de uma única ideologia. Demagogia é um alto risco aos defensores ferrenhos de ideologias. Se há algum valor em uma ideologia, há muito mais desvantagens em adotá-las. E não confunda: não se trata de não ter valores, princípios, ideais...
Motivada pela “revolta” de antigos “companheiros de esquerda”, ante aos andamentos políticos no Brasil, e, principalmente, ao meu posicionamento antagônico às ideologias partidárias, comecei a esmiuçar as minhas razões pessoais para ser antipática a ideologias de forma geral. E oficializo aqui minha dissidência dos movimentos políticos “revolucionários”. Pró moderação, pacificidade, discernimento, diálogo. Assim, o viés é predominante na ideologia política, mas vale para conceituação geral quando rótulos pré-estabelecidos. Apolítica, não. Apartidária, sim.

Simplificadamente, ideologia é um conjunto de ideias ou pensamentos de uma pessoa ou de um grupo de indivíduos. São exemplos de ideologias, entre outras: a partidária; a religiosa; a econômica; a moral; a cultural; a de espectro político (esquerda-direita). Assim, consegui listar 10 motivos para não ter uma ideologia-rótulo:

1.   Inconsistência. A volatilidade, subjetividade e inconsistência das ideologias, que colocam de tudo em um rótulo, sem clareza de seus conteúdos. A ideologia política é excelente exemplo, onde os ideólogos esquerdistas variam do nível daqueles com ideais de justiça social, até aqueles para quem justiça social se configura como o Comunismo ditatorial, ignorando as várias ditaduras fascistas na história. O mesmo ocorre para a ideologia de Direita, onde há desde apenas valorização da saúde da economia até a defesa da ditadura militar, relevando as torturas e assassinatos ocorridas em todas elas. Não seria mais coerente e simples defender seus valores específicos, sejam quais forem?

2.   Liberdade. A liberdade e independência de pensamento e posicionamento, desvinculada de grupos e conceitos. Por exemplo, ser contra corrupção independe de ideologia política.

3.   Paradoxos. A liberdade para concordar com um argumento de uma ideologia e também com um outro argumento defendido por ideologia às vezes entendida como “antagônica” da primeira.

4.   Intercompreensão. A evitação da competição. Não querer, não pensar, e nem precisar ser melhor que ninguém que pense diferente. A minimização do risco de desrespeito àquele que possua ideologia diferente da própria.

5.    Abertismo. A evitação da restrição de ideias, que por ter rótulo da ideologia X pode não admitir expandir os conceitos ou incluir novas perspectivas de outras ideologias.

6.   Flexibilidade. A evitação da limitação de ideias dentro de um corpus pré-estabelecido. Evitar a rigidez, radicalismos, e facilitar a flexibilidade de ideias e opiniões.

7.   Multifacetas. Não compor parte de um rótulo. Não ser “etiquetada”. Não gosto de ser taxada – nem positivamente, nem negativamente. Não compor “opinião fechada”. Aliás, somos todos seres multifacetados. Facetas positivas, negativas, neutras, inócuas. Há certamente pontos positivos em todas as ideologias tradicionais. E a vida ensina, promove revisões de valores, verdades mudam.

8.   Objetividade. Prefiro ter maior clareza e autenticidade, às vezes, pragmaticamente, dos meus reais valores. Alguns, embutidos em algumas ideologias. Por exemplo, tenho como valor a justiça social, isso não é exclusividade de ideologia ou partido A ou B. Outro: melhor dizer “valorizo investimentos na autoevolução pessoal, se uma pessoa melhor” do que “sou espiritualizada” – coisa que tem tantos entendimentos e vertentes religiosas.

9.   Lucidez. Ideologias levam a condicionamentos. Pior, ao risco de lavagem cerebral e perda do discernimento, quando o indivíduo entra no afã dos radicalismos ideológicos.

10.   Coerência. Não correr risco de ser incoerente, falso. O certo é vivenciar na prática aquilo que professa. Falar é fácil. E como ficam as atitudes? Não dá pra entender uma pessoa com ideologia pró justiça social, que não contribui com voluntariado em nenhuma Organização da Sociedade Civil.
Pessoas são multidimensionais e multifacetadas. E boa índole, bom caráter, integridade, honestidade, e tantos outros traços positivos não vão ser forjados pela ideologia que a pessoa professa. A definição clara de valores é fundamental. Fale, e principalmente, aja, sobre sua “filosofia” ou “estilo” de vida pessoal. Simplificar, resumir, restringir seu perfil a um determinado tipo de ideologia pode levar a incontáveis equívocos ou ficar somente na teorização, e, quando não for pior: sua ideologia ser demagogia.
Mais que discursos, debates, ou autoafirmações ideológicas, o que realmente importa são as ATITUDES construtivas. O voluntariado é o mínimo de colaboração para uma sociedade melhor.

Deixo duas sugestões aos amigos, principalmente aos “esquerdistas”, aos magoados com a queda de seus “ídolos”, certos de que somos vítimas de um golpe, perseguição, e que todos que “bateram panelas” contra o PT são “elite”, “coxinhas” e “massa de manobra”. Também àqueles que ainda acreditam que existe esquerda e direita no Brasil,  e, por fim, àqueles que ojerizam os PTistas “petralhas”. Triste já ter ouvido colegas dizer que quem é de esquerda é “vagabundo”, e que quem é de direita, é “elite egoísta”.
A primeira sugestão é: ao invés de investir em defesa de partidos e políticos duvidosos, começar a defender as propostas de Democracia Pura e Estado Mundial. E a segunda dica para os que quiserem aprofundar a reflexão e ampliar o discernimento anti-ideologia, caso ainda não conheçam, leiam Noam Chomsky, o “radical de esquerda” que discordava de Karl Max: http://super.abril.com.br/cultura/dentro-da-cabeca-de-noam-chomsky/


Anti-ideologia. Ideologia não. Melhor é a ter a definição clara de valores personalíssimos. Não se inclua em rótulos, tantas vezes turvos, imprecisos, subjetivos, obscuros, parciais, túrbidos, confusos, ambíguos, incertos, radicais.
Princípios. Em se tratando de valores, o melhor é o abertismo e a adoção de posturas límpidas, objetivas, claras, imparciais, ecléticas, moderadas, flexíveis, e evolutivas!

terça-feira, 6 de junho de 2017

APRESENTANDO A EDUCAVIDA – Instituto Educacional para a Vida Sustentável


Nossa página: https://www.educavida.org.br           
A Educavida foi criada por considerar a Educação como chave para o desenvolvimento social e do ser. Mais que nunca, nosso país precisa da ação da sociedade para uma real melhoria cultural e educacional, com o exercício pleno de cidadania por parte dos brasileiros que podem fazer mais.

O Instituto Educacional para a Vida Sustentável – EDUCAVIDA, é uma Associação Civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sem finalidade política ou religiosa, que tem como objetivos a promoção de atividades e finalidades de relevância pública e social, com destaque para o incentivo e desenvolvimento das competências das pessoas e das organizações para a reflexão e a prática da sustentabilidade pessoal e planetária de maneira integral e interdisciplinar (Art. 1º do seu Estatuto).

A associação tem como finalidades (Artigo 3º do estatuto):

I. Disseminar a cultura do Projeto de Vida como estratégia educativa de autorresponsabilização por parte das pessoas, para que invistam eu seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional de maneira integral e equilibrada;

II.  Desenvolver e difundir uma metodologia prática e acessível de autodesenvolvimento para jovens e adultos;

III. Fortalecer o desenvolvimento dos pilares: Autoconhecimento, Autodidatismo, Criticidade (pensamento crítico) e Responsabilidade Planetária;

IV. Fortalecer a cultura da sustentabilidade ecológica como viés fundamental da Responsabilidade Planetária, através de conscientização e ações para a defesa e preservação do meio ambiente, e fortalecimento da ética e do exercício de cidadania;

V.  Promover o voluntariado.



JUSTIFICATIVAS - Motivações da EDUCAVIDA

O Brasil é um país de extremas desigualdades sociais e culturais, carente de inúmeras melhorias mínimas, marcadamente para a população menos favorecida. Se em países ditos “desenvolvidos”, de forte economia, ainda é necessária complementação de esforços por parte de Organizações Sociais, torna-se ainda mais premente a participação deste terceiro setor no Brasil. A situação agrava-se com a realidade política e econômica em crise vigente.

Várias Organizações do Terceiro Setor têm demonstrado sucesso e melhorias de qualidade de vida em todo o mundo. No Brasil, esta atuação ainda é insuficiente. O estímulo ao voluntariado e à colaboração ainda é pouco. Contudo, milhões de cidadãos brasileiros podem contribuir mais efetivamente para mudanças sociais através das organizações do terceiro setor.

A Educavida foi criada por considerar a Educação como chave para o desenvolvimento social e do ser. O Projeto de Vida se configura como estratégia que abrange diferentes enfoques, trabalhando áreas da vida essenciais de maneira integrada. Clique aqui para mais informações de fundamentação e reflexões sobre o Projeto de Vida.

Este tema está dentro da proposta maior da instituição, que visa a Sustentabilidade – pessoal e global. A ideia é que se configure como um grande guarda-chuvas e âncora de diferentes ações da instituição. O detalhamento abaixo do primeiro foco de trabalho da Educavida – o Programa projeto de Vida nas Escolas – explica um pouco mais as justificativas, intenções e objetivos da nossa Associação.

AÇÃO EM FOCO: O PROGRAMA PROJETO DA VIDA PARA AS ESCOLAS - PPVE

O PPVE é um Programa voltado à cultura de elaboração e experimentação do Projeto de Vida nas Escolas. É uma proposta de desenvolver e orientar competências de alunos e professores para o autodesenvolvimento. É prioridade da Educavida focar as escolas públicas, iniciando os trabalhos com escolas de Recife.

A estratégia escolhida para chegar até os jovens, futuro do país, é a partir da inserção do programa de maneira transversal e interdisciplinar, com a participação dos professores, que também se tornam, simultaneamente, agentes multiplicadores da mesma, e cidadãos com sustentabilidade ampliada, a partir da formação na metodologia do Projeto de Vida.

OBJETIVOS Do PPVE

O objetivo geral do Programa é estabelecer uma cultura de planejamento pessoal de curto, médio e longo prazo, que faça as pessoas investirem principalmente no autoconhecimento, autodiscernimento, autocrítica e na interassistência, ampliando as possibilidades de desenvolvimento e sustentabilidade pessoal e social.

Os principais focos foram escolhidos como bases essenciais ao amadurecimento pessoal e grupal. Marcadamente o tema da assistencialidade tem razão no fato da vida ser feita de relações, conexões. Não se pode manter o foco no individualismo, ou apenas naqueles que constam no rol das pessoas queridas, mas sim em todos os seres humanos. Assim, a assunção da responsabilização pela própria vida, e a consciência do papel individual no planeta são também bases prioritárias do Projeto de Vida. A Responsabilidade Planetária também é norte da Educavida, atuante inclusive na promoção do voluntariado.

Objetivos específicos complementares do Programa Projeto de Vida

1.        Estímulo à escrita

2.        Estímulo à leitura e ao autodidatismo.

3.        Desenvolver o pensamento crítico.

4.        Desenvolver maior discernimento a partir da ampliação dos conhecimentos e da reflexão.

5.        Desenvolver a cultura de planejamento e visão de longo prazo.

6.        Desenvolver o senso de cooperação.

7.        Promover a cultura da Responsabilidade Planetária.

8.        Promover a cultura da sustentabilidade – de si, dos grupos aos quais pertence, e do planeta.