terça-feira, 2 de setembro de 2008

AUTOPESQUISA COMO FERRAMENTA DE AUTOCONHECIMENTO E AUTOCURA

Por Clara Emilie Boeckmann

Esta semana estávamos virtualmente apresentando sugestões para escrevermos um artigo para aqueles que ainda não se aprofundaram no estudo da conscienciologia. Ocorreu-me então fazer um resumo sobre um tema que tem me ajudado a superar minha ansiedade: a técnica da autopesquisa. A autopesquisa é uma ferramenta conscienciológica que ajuda a consciência, o indivíduo no seu autoconhecimento.
Por que é necessário nos conhecermos? O autoconhecimento através da autopesquisa favorece a auto-superação de pensamentos, sentimentos e comportamentos ultrapassados, ajuda na identificação das diretrizes da nossa programação existencial (plano elaborado na dimensão extrafísica), isto é, a dimensão que está além do mundo material, e conduz o indivíduo à serenidade tão almejada, conquista obtida através de várias existências intrafísicas em sua jornada evolutiva. No processo da autopesquisa, promovemos a nossa mudança interior, através de reciclagens pessoais que possibilitam otimizar ou acelerar a nossa evolução. Não podemos nos esquecer que diante de doenças físicas, psíquicas ou emocionais, a cura só ocorre a partir da superação das causas destas doenças e não apenas tratando os sintomas. A medicina já reconhece que quase todas as doenças têm origem “psicossomática”. Por este motivo, às vezes há uma cura temporária, por ação de terapias e medicamentos apenas para tratar o corpo físico, com o retorno das doenças após certo tempo. Pior é quando as doenças não cedem com nenhum tratamento fisiológico. Eis a importância do entendimento da necessidade da Autocura. E esta só acontece com o autoconhecimento.
Mas como fazemos a autopesquisa para promover nosso autoconhecimento? O processo evolutivo não é um processo fácil ou simples. É preciso muita vontade, perseverança, dedicação e investimento pessoais. Há cursos e livros específicos que orientam a autopesquisa. Este artigo apresenta apenas uma visão geral da ferramenta. Alguns conceitos básicos são importantes de serem considerados, tais como o entendimento da existência de outras dimensões (multidimencionalidade), de outros veículos integrados à consciência (holossoma), da ação conjunta de pensamento, sentimento e energia (pensene), a necessidade de praticarmos a assistencialidade, entre outros, que devem ser não apenas conhecidos mas sim experimentados (princípio da descrença) .
Primeiros passos. Um bom começo para nossa autopesquisa é identificarmos nossos traços força (trafores) e traços fardos (trafares), não esquecendo que os trafores são conquistas evolutivas de cada consciência. A partir desta análise podemos identificar o que precisamos pesquisar para nos entendermos melhor e superarmos o que precisa ser superado, como por exemplo timidez, rancor, carência, ansiedade, raiva, etc. O entendimento do “problema” é essencial. Por isso, precisamos estudá-lo sistematicamente, com metodologia científica, como propõe o paradigma consciencial.
É importante considerarmos a nossa paragenética (heranças de vidas anteriores) e a mesologia na nossa formação, nossa genética, o ambiente em que crescemos, a família e demais pessoas que participaram do nosso desenvolvimento, não esquecendo que, atingida a adultidade, com racionalidade já podemos superar dificuldades, traumas e ressentimentos passados. Às vezes, é necessária a ajuda profissional, posto que muitas questões íntimas apresentam maiores dificuldades de superação. A psicoterapia e a consciencioterapia são alternativas. Esta última é conduzida por profissionais também conscienciólogos que trabalham considerando também o paradigma consciencial. No caso de doenças físicas, buscar a ajuda de um médico. Também é importante evitarmos autocorrupções, auto-assédio, auto-culpas, ressentimentos, onde nós mesmos nos prejudicamos. Sabermos identificar nossas prioridades e nos auto-organizarmos são dicas essenciais, bem como aprendermos a trabalhar nossas bioenergias, que compõem um dos nossos veículos de manifestação, em conjunto com o corpo físico, emocional e mental. Existem várias técnicas para equilibrarmos nossas bioenergias.
Autoconsciencioterapia. Para aprofundarmos nossa autopesquisa, podemos fazer uso da Autoconsciencioterapia, que apresenta basicamente 4 Fases, cada uma com suas técnicas próprias, que não deixam de ser um processo de autopesquisa:
1. Autoinvestigação - auto-observar-se, Técnica da auto-biografia, Técnica do diário.
2. Autodiagnóstico – auto-sinceridade, reflexão
3. Auto-enfrentamento – Coragem, assumir, com ações renovadoras:
·Abrir mão das imaturidades
·Aproveitar oportunidades
·Assumir os traços fortes
·Bancar novas responsabilidades
·Banir inutilidades
·Buscar novas companhias evolutivas
·Confiar em si próprio
·Cortar os “ganhos secundários”
·Eliminar autocorrupções
·Partir para a ação
4. Autosuperação – vitória, de bem com a vida
Mais algumas dicas. Podemos sugerir também a Técnica de Mais um Ano de Vida, onde deveremos listar tudo o que faríamos se só tivéssemos mais um ano de vida, buscando a resolução de pendências importantes de nossas vidas e as reconciliações com outras pessoas. Pesquisar artigos notícias, fatos, que têm relação com o tema da nossa autopesquisa pode nos ajudar a avaliar, de forma constante , os nossos pensenes.

O tema é bastante amplo e o espaço é muito restrito. A intenção neste momento, é incentivar a reflexão no quanto vale à pena desenvolver sua autopesquisa de forma consciente e científica.
Esperamos ter deixado clara a importância da autopesquisa como ferramenta de autoconhecimento e autosuperação, que conseqüentemente nos leva ao processo de autocura física, mental, emocional, energética. Deixamos a sugestão do curso “Teoria e Prática da Autopesquisa”. Bom trabalho!

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